quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Grande Comissão de Cristo ...

INTRODUÇÃO

Eu elaborei este estudo sobre a Grande Comissão a mais de 25 anos atrás e tenho vindo a actualizar durante os anos conforme fui ensinando às Igrejas com quem tenho trabalhado. O Estudo foi elaborado para  consciencializar jovens e adultos para a obra missionária, assim como as Igrejas, incentivando os crentes a orarem, contribuirem financeiramente e a estarem preparados para IREM para lugares mais distantes. 
                                                                                                                              Se alguém quiser utilizar este estudo como base ou esqueleto para uma série de pregações ou estudos sobre a Grande Comissão, pode copiar o estudo para um ficheiro do word e depois então fazer todas as alterações que achar bem. 
                                                                                                         
Ide e pregai ...
Alguns podem supor que a proclamação do Evangelho, levando a cabo a Grande Comissão nos nossos dias requer pouca ousadia, comparado com a Igreja primitiva.

Podem perguntar: quem é que, agora, devido à pregação do Evangelho, é perseguido ou martirizado?

Não nos deixemos enganar, pois Satanás não está menos activo na sua oposição à verdade, do que nos tempos dos imperadores romanos que perseguiram a Igreja e mataram os seus membros pelo fogo e a espada.

Achamos nós  que Satanás abrandou a sua oposição à verdade nos nossos dias só porque os crentes não são queimadas em fogueiras ou lançadas aos leões?

Não nos iludamos, pois a inimizade de Satanás contra Deus e contra a Sua Palavra continua inalterável.

Perseguidos mas não destruídos
Ele sabe muito bem que, muitas vezes, o desprezo é mais eficaz do que a espada sangrenta. Ele sabe muito bem que o desencorajamento constante por sermos uma minoria é pior pois consegue silenciar os crentes mais facilmente, do que nos tempos em que os crentes sofriam perseguição física.

Mas que nada nos torne infiéis à nossa comissão gloriosa; tomemos a decisão qualquer que seja o custo, de proclamar fiel e ousadamente aos outros o Evangelho de Cristo. 

Nós não temos o direito de escolher a nossa própria vocação. Deus diz: “Não sois de vós mesmos; fostes comprados por bom preço”. A vontade de Deus é que nós utilizemos a nossa breve existência na terra para tornar conhecida aos outros a bendita mensagem que Ele nos comissionou a proclamar.

Se pudermos cumprir melhor isso tornando-nos agricultores, físicos, matemáticos, negociantes, ou qualquer outra coisa, será óptimo, mas nenhum de nós se deve esquecer nunca – que nenhum de nós tem o direito de trocar nada disto pela nossa vocação – que Deus nos comissionou a fazer como Seus embaixadores.

Cada um de nós deve perguntar a si mesmo: “Porque é que Deus me deixou neste mundo? Qual é a minha responsabilidade para com Ele e para com os que me cercam?”

Esta vocação é elevada e santa, e não deve ser desprezada. Talvez já tenhamos ouvido falar dum jovem obreiro que recebeu a oferta duma posição lucrativa por um representante duma grande firma de negócios.

O salário é pequeno...
Quando ele declinou a oferta, o representante da firma pressionou-o, assegurando-lhe que o salário sugerido poderia ser consideravelmente aumentado, provavelmente mesmo duplicado, acrescentando: “Esta oferta que lhe apresento é muitas vezes maior que as ofertas que pode receber aqui”.

No final o jovem disse: “Eu explico-lhe. Eu tenho um grande trabalho com um pequeno salário. O senhor está a oferecer-me um pequeno trabalho com um grande salário. Prefiro o primeiro – o grande trabalho com o pequeno salário.

Este jovem tinha as coisas numa perspectiva clara, ele ia partir como missionário para terras distantes.    

Se o povo de Deus estiver disposto as fazer o que este jovem obreiro fez, não faltarão crentes dispostos a ir pregar o Evangelho aos vizinhos e nas ruas; e outros partirão para locais mais distantes.

Parte desta introdução foi tirada do site:

http://www.iqc.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2296:qual-e-a-nossa-grande-comissao-liii&catid=35&Itemid=56
                                                                                                                             Posto isto vejamos em em baixo o índice do estudo e a seguir o desenvolvimento do estudo. 


I. Propósito do Estudo sobre a Grande Comissão.

A. Compreendendo a relação entre o Evangelho e a Grande Comissão.

B. Textos que falam na Grande Comissão

Ide por todo o mundo e pregai ...
C. Compreendendo o que é a Grande Comissão.

D. Incentivando à oração pela Grande Comissão.

E. Ajudando a formar mentalidade missionária.

F. Ajudando as Igrejas a criar estratégicas missionárias. 

I I. Desenvolvendo a Obra da Grande Comissão. 

A. A Oração pela Grande Comissão

B. Criando interesse nas Igrejas pela Grande Comissão. 

C. Equipando a Igreja para o evangelismo

D. Equipando a Igreja para o seguimento imediato e o discipulado

I I I. A Amplitude da Grande Comissão 

A. Expansionismo missionário  de 1770 a1980.                                                                                                     
B. Estatísticas sobre a missão evangélica no mundo

C. Panorama do Mundo

D. Os inimigos da Grande Comissão

E. Complexidade da Grande Comissão.

F. Aspectos gerais a considerar

Vamos então iniciar este Estudo muito importante

I. Propósito do Estudo sobre a Grande Comissão.

A. Compreendendo a relação entre o Evangelho e a Grande Comissão.

Eu vou procurar salientar o aspecto principal da Grande Comissão que está mais ligado ao Evangelho-como-palavra, incluindo todos os seus aspectos:

1. Pregação clara do Evangelho.
2. Evangelismo local e regional.
3. Evangelismo transcultural.
4. Seguimento dos interessados.
5. Discipulado dos crentes.
6. Plantação da Igreja.
7. Plantação de novas Igrejas.
8. Estratégias de grupo.
9. Teologia da Contextualização

Se lerem o meu post sobre o Reino de Deus e a Igreja de Cristo, nesse post eu falo no conceito de Evangelho Integral ou Evangelização Integral,  que inclui não só o Evangelho-como-palavra, mas também o Evangelho-como-obra e o Evangelho-como-sinal.

Mas, como disse, eu não irei abordar neste estudo o Evangelho-como-obra e o Evangelho-como-sinal, pois teria que tornar o estudo muito abrangente, mas gostaria de dar simplesmente algumas ideias básicas sobre o Evangelho-como-palavra na obra da Grande Comissão.

No entanto, eu bem sei que quando falamos na Grande Comissão, não podemos perder de vista o Evangelho Integral  que inclui como já disse o Evangelho-como-palavra, o Evangelho-como-obra e o Evangelho-como-sinal, que estão completamente interligados.

O Cristo haveria de sofrer
Mas, é importante lembrar que quando nós falamos estrictamente da Grande Comissão de Cristo, nunca podemos esquecer que Jesus comissionou a Igreja para ir pregar o Evangelho da salvação da alma, que está directamente ligado à proclamação do Evangelho-como-palavra:


e ressuscitar no terceiro dia

Lucas 24:47: "E lhes disse: Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia,  e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém"

É claro que os outros conceitos que nos permitem formar uma definição de Evangelização Integral se encontram na Bíblia em geral, no Antigo Testamento e também no Novo Testamento, pois já vemos a sua prática na Igreja primitiva que cuidava dos órfãos, viúvas e pobres e orava pelos doentes e pelos reis para haver paz e justiça na terra. Marcos 6:30-36, I Timóteo 2:1-2, 5:3-10, Tiago 1:27, 2:1-6                         

No antigo Testamento os profetas não se cansaram de repetir: "pratiquem o direito e a justiça" Jeremias 22:3, Amós 4:24, Isaías 1:16-17.

Por isso é bíblico dizer que juntamente com a pregação do âmago do Evangelho que é pregar Cristo morto e ressucitado para nos salvar, e que deve ocupar lugar central na evangelização, nós somos também comissionados a cuidar dos pobres, orar pelos doentes e a lutar pela justiça na terra.

Era bom consultar também o meu post sobre o Cristão e a Política, onde eu falo do Mandato Cultural.

Mas se eu estou a realçar que "não podemos esquecer que Jesus comissionou a Igreja para ir pregar o Evangelho da salvação da alma" - que é o Evangelho-como-palavra, Cristo morto e ressuscitado, é porque em nossos dias corremos o perigo de estarmos a dar uma ênfase demasiadamente grande ao Evangelho-como-obra e ao Evangelho-como-sinal e a diminuir a ênfase no Evangelho-como-palavra, que deve ocupar sempre lugar central na Evangelização e ter sempre a prioridade.

Infelizmente , em nossos dias uvimos falar muito de obra social e de sinais, prodigios e maravilhas, mas muito menos do âmago do Evangelho que está ligado à proclamação da morte e da ressureição de Cristo para nos salvar do Inferno e nos dar a Vida Eterna.

B. Textos que falam na Grande Comissão



Em baixo, podemos ver alguns textos que grande parte dos teólogos utilizam para definir o que é a Grande Comissão da Igreja e fazer referência à sua natureza, amplitude e complexidade.

Mateus 24:14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

Mateus 28:18-20 “E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-Me dado todo o poder no céu e na terra.” Portanto ide, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.

Marcos 16:15-18 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em Meu nome expulsarão os demónios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.”

Lucas 24:45-48 “Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos, E em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas.”

João 20:21-23 “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.”

Actos 1:8,9 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há-de vir sobre vós; e ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra. E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.”

C. Compreendendo o que é a Grande Comissão

Como este assunto sobre o que é a Grande Comissão toca em aspectos telológicos delicados e controversos, vou colocar como anexo no final de deste estudo para quem quiser aprofundar um pouco sobre de facto o que é a Grande Comissão.

VER ANEXO NO FINAL DESTE ESTUDO

D. Icentivando à oração pela Grande Comissão.
Orai sem cessar!

Mateus 9:37,38 "Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. A seara é realmente grande, mas pouco os ceifeiros. Rogai pois ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a Sua seara".

1. A compaixão de Jesus

Notemos em primeiro lugar a compaixão de Jesus: "Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor".

Neste texto, é a compaixão de Jesus pelos perdidos que o leva a falar do tamanho da Seara, dos ceifeiros que são tão poucos e da necessidade da oração para Deus enviar ceifeiros.

Ninguém irá se interessar pela seara e se involver na Grande Comissão se não tiver dentro de si esta compaixão pelos perdidos.

Foi esta compaixão que levou muitos missionários a darem completamente a sua vida, até mesmo a morte, pelas almas perdidas. Podemos ver com a ajuda da Internet missionários e crentes comuns que deram a vida por Cristo.

Todas as semanas há pessoas que morrem por amor a Cristo, devido à compaixão que sentem, ao tentarem levar o Evangelho às almas perdidas. Eu lembro o exemplo dos missionários turcos que em 2007 foram horrorosamente torturados antes de serem mortos.

http://missoesbebedouro.blogspot.co.uk/2010/10/middleman-alegada-preso-em-malatya.html

2. A seara é grande

Depois do texto salientar a compaixão de Cristo pelos perdidos, fala então da seara. A seara é o mundo, o nosso planeta, com toda a sua amplitude, diversidade e necessidades. A maior necessidade de todas é a de ouvirem a pregação do Evangelho para serem salvos.

Jesus fala da amplitude da seara :

A Seara é realmente grande ...
Atos 1:8 "Mas receberão o poder do Espírito Santo que há-de descer sobre vós, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra".                                                                           
Marcos 16:15 "Ide e pregai a toda a criatura". Vemos então que a seara inclui todos os povos até aos confins da terra.                                                
Este estudo serve para nos dar a visão total da seara, para podermos rogar ao Pai da seara que envie obreiros para a seara e desta forma o Evangelho seja pregado a todo o mundo e a toda a gente.                                           
Estamos nós a orar por exemplo para o mundo muçulumano? Para Deus enviar missionários aos muçulumanos? E oramos nós pelos judeus? E para os budistas? Mas podemos pensar também em pessoas que estão mais perto de nós e também em povos mais pequenos nunca alcançados.                       
Podemos investigar na Net sobre pessoas/povos/grupos que vivam perto e longe de nós que fazem parte desta seara.                                                                                                                                                   
E, o grupo a quem está a ser dado este estudo pode pensar em grupos de pessoas que vivem perto e longe e que precisam de ser alcançados.                                                                                                                    
Há muitos crentes que dizem: "as pessoas não querem ouvir ou as pessoas não estão interessadas", e assim pensam que é perda de tempo obedecer e ir proclamar o Evangelho aos perdidos.                                       
                                                                                                                             Mas afinal o Senhor Jesus diz que há poucos ceifeiros a trabalhar numa seara que é muito grande! Isto quer dizer afinal que se sairmos para procurar evangelizar/ceifar, a seara é tão grande que vamos encontrar sempre muitas "pessoas que querem ouvir" vamos encontrar sempre muitas "pessoas interessadas".                  
                                                                                                                            O problema não está nas pessoas, na seara, pois esta é muito grande, o problema está nos ceifeiros que são muito poucos.                                                                                                                                             
Devia haver muitos mais ceifeiros prontos para ir ceifar. Oremos a Deus por isso, é o que o Senhor Jesus nos pedeOremos para que hajam crentes prontos a ir evangelizar os perdidos e muitos deles prontos para partir para fora do seu país e irem ceifar em campos missionários.                                                                        
E já agora, o prezado irmão (ã) experimente sair para ir evangelizar/ceifar, seja na sua comunidade ou seja numa comunidade distante, e vai ficar surpreendido com as pessoas que irá encontrar prontas para "ouvir", mostrando muito "interesse" pelo Evangelho e vai ficar surpreendido com as conversões   

E. Ajudando a formar mentalidade missionária.

1. Seis passagens principais que falam na Grande Comissão.

A visão vem do estudo da Bíblia!
Antes de entrarmos em qualquer consideração da chamada “grande comissão”, rogamos com todo o respeito que o leitor examine, cuidadosamente e em espírito de oração, as seis passagens da Bíblia que estão ligadas ao Evangelho do Reino, mas também ao Evangelho da Igreja, à Grande Comissão.  

A leitura e estudo cuidadoso destes textos é fundamental para os crentes e as Igrejas tomarem consciência da Grande Comissão.       

Uma Igreja que não tenha visão da Gande Comissão, terá que ser submetida durante muitos meses à Pregações e estudos bíblicos aonde estes textos e outros serão referidos.                                                                                                        
Temos que ter cuidado, como já foi falado em cima, de não utilizar aspectos nestes textos que estão ligados à missão dos "11" discípulos e ao Evangelho do Reino, e aplicá-los à Grande Comissão da Igreja.

Mateus 24:14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

Mateus 28:18-20 “E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-Me dado todo o poder no céu e na terra.” Portanto ide, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.”

Marcos 16:15-18 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em Meu nome expulsarão os demónios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.”

Lucas 24:45-48 “Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos, E em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas.”

João 20:21-23 “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.”

Actos 1:8,9 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há-de vir sobre vós; e ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra. E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos."

2. Como crerão naquele de quem não ouviram.                                                                                     
O texto em baixo atesta muito claramente que para as pessoas crerem têm que ouvir.

Ninguém vai crer, senão ouvir!
Romanos 10:14-18 "Como porém, invocarão aquele em quem não creram?  E como crerão naquele de quem nada ouviram?  E como ouvirão, se não há quem pregue?  E como pregarão, se não forem enviados?  Como está escrito:  Quão formosos são os pés dos que anunciam cousas boas!  Mas, nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz:  Senhor, quem acreditou na nossa pregação?  E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.  Mas pergunto:  Porventura, não ouviram?  Sim, por certo:  Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo".

Eu acredito que a Igreja tem responsabilidade na acção social. Eu acredito também que devemos ajudar os pobres, orar pelos doentes, crer que Deus os pode sarar se quiser, que devemos orar pelas autoridades humanas para Deus dar paz e justiça na terra e lutar pela justiça na terra.

Mas nada disto pode substituir a proclamação do Evangelho no seu sentido mais estricto que é pregar Cristo cruxificado para a salvação daquele que crê que é o Evangelho-como-palavra.

3. A Grande Comissão fala sobretudo no Evangelho-como-palavra

Por essa razão já disse na introdução deste estudo que nunca podemos esquecer que Jesus comissionou a Igreja para ir pregar o Evangelho da salvação da alma - que é o Evangelho-como-palavra.

Lucas 24:47 - "E lhes disse: Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia,  e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém" 

Ao dizer isto, repito que eu creio que a evangelização no sentido mais lato é integral e deve atingir o homem inteiro - corpo, alma e espírito - e por isso devemos pregar o Evangelho-como-palavra, o Evangelho-como-obra e o Evangelho-como-sinal, pregando a Cristo e ao mesmo tempo ajudando os pobres, orando pelos doentes e lutanto pelos direitos humanos.

Mas quando Paulo diz em1 Coríntios 1:21 "Aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação" ele está falar do ponto central do Evangelho - Cristo cruxificado e ressuscitado para a salvação de todo aquele que crê que é o Evangelho-como-palavra.

4. Pregar o Evangelho hoje é loucura

Em nossos dias, pregar o Evangelho-como-palavra isto está a ser considerado loucura, mesmo dentro das Igrejas, especiamente nas Igrejas ocidentais. E porquê?

O Evangelho é loucura?
Porque as Igrejas estão demasiadamente envolvidas no Evangelho-como-obra, procurando responder primeiramente às necessidades sociais do homem e no Evangelho-como-sinal, que dá muita ênfase na intervenção miraculosa do Espírito de Deus através dos dons, sinais e prodígios, pretendendo que as pessoas só se podem converter através disto e não mais através de um evangelismo e pregação centralizado no âmago do Evangelho que é pregar Cristo cruxificado, falando do céu (vida eterna) para quem nele crer e no inferno (perdição eterna) para quem não crer.

Marcos 15: 15-16  E disse-lhes: "Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado".

Mateus 25: 41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: "Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos".

Nós estamos a assistir ao que já passou nos tempos de Paulo, em que os gregos buscavam sabedoria e os judeus buscavam sinais, por isso Paulo disse: 

I Coríntios 1:22,23 “Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos".
  
As Igrejas só poderão ter uma mentalidade missionária se tiverem a convição de que de uma forma geral as pessoas ficarão perdidas se não ouvirem a pregação do Evangelho-como-palavra. 

Podemos e devemos envolver-nos em obras de caridade e também procurar sinais e milagres, nada disso é errado, mas se não pregamos o Evangelho-como-palavra não há obra de caridade ou sinal ou milagre que vai salvar as pessoas.

Os perdidos precisam ouvir a pregação do Evangelho para crerem. 

Romanos 1:16-17Porque não me envergonho pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”.

O judeu que procura sinal e o grego que procura sabedoria precisa de ouvir o Evangelho de Cristo para ser salvo. Mas o problema é que Cristo crucificado é um escândalo para os judeus que procuram sinal e loucura para os gentios que procuram sabedoria, como vemos no texto em baixo:

1 Coríntios "Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado".

1 Coríntios 1:23 "nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios". 

Será que a pregação do Evangelho tornou-se um escândalo, loucura para nós. Vemos isto como uma pedra de tropeço, pois a nossa ênfase é dada à acção social e aos sinais e milagres?

É este desejo de pregar a Cristo cruxificado que mobiliza a Igreja para ir para as ruas e até aos confins da terra, em obediência à Grande Comissão de Cristo.

Vejamos esta ilustração: 

Alguém chegou-se perto do pastor e disse "oh pastor já estou a ficar cansado, com as suas pregações sobre a Grande Comissão de Cristo" ... o pastor, nem o deixou acabar, mas replicou logo "meu filho, quando voçê decidir ir para as ruas connosco e mostrar interesse pelas missões, eu deixarei de pregar sobre a Grande Comissão".

I Corintios 1:17-31 Paulo disse aos Corintios: Cristo enviou-me não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedorias de palavras para que a Cruz de Cristo se não faça em vão.

F. Para ajudar a criar estratégicas missionárias

Quando falamos de estratégia missionária, normalmente estamos a fazer referência a estratégias do ponto de vista da Evangelização transcultural ou do que se chama "missões".

No entanto, como neste estudo queremos guardar a ideia de que a Evangelização é local, regional, nacional e transcultural, as estratégias referidas em baixo podem de certo modo serem aplicadas a qualquer destes níveis.

Portanto, não interessa se está a evangelizar o seu bairro, a sua cidade, o seu distrito e a sua nação ou a enviar missionárias para fora das suas fronteiras, estas estratégias podem ser aplicadas no trabalho que está a fazer.

1. Estratégias de grupo. 

O conceito de estratégia de grupo.

O nosso alvo é o grupo...
Quando estamos diante de uma pessoa que estamos a evangelizar, qual é a nossa meta?

A pessoa só? Estamos a falhar, pois a nossa meta deve ir para além da pessoa, e deve incluir o grupo em que aquela pessoa vive. A sua família, o seu bairro, o seu grupo social e até mesmo a sua tribo ou povo.

Temos que procurar atingir o grupo da pessoa que estamos a tentar atingir com o Evangelho.

Além disso, temos também que preparar os meios para atingirmos um grupo que escolhemos para evangelizar. É a isto que chamamos estratégia de grupo, ter uma estratégia para atingir o grupo da pessoa que está a ser evangelizada, e criar meios para se atingir este grupo ou outros grupos de pessoas.

A escolha do grupo alvo. 

As organizações, agências missionárias, denominações ou famílias de Igrejas e a Igreja local e nós simplesmente como indíviduos, devíamos escolher um determinado grupo e incluir na estratégia do grupo, os meios adequados para se poder atingir mais facilmente aquele grupo através do Evangelho. 

Por exemplo o Desafio Jovem escolheu como grupo os toxicodependentes, alcoólicos, prostitutas e os sem abrigo e criou uma estratégia na qual incluiu um conjunto de meios adequados para atingir estes grupos de pessoas. 

Há organizações que trabalham com a juventude, outras com crianças e há ainda outras que procuram atingir outros extractos da população, dou o exemplo de algumas organizações que estão hoje a fazer "encontro para casais" que tem trazido muitos casais para Cristo. 

Há uma organização inglesa chamada de "Soul Survivor" que faz acampamentos onde reune mais de 5000 mil adolescentes. Os adolescentes são então o grupo alvo do "Soul Survivor".

Temos sociedades e agências missionários que trabalham com diversos grupos, povos e nações, criando estratégias adequadas para poderem atingir estes grupos, povos ou nações. 

Da mesma forma a Igreja local deve criar a sua estratégia de grupos que quer evangelizar. Escolher os grupos com quem quer estar a trabalhar, crianças, adolescentes, jovens, grupos dentro das comunidades aonde a Igreja está inserida. E deve escolher mesmo grupos mais distantes dentro da nação e grupos transculturais que eventualmente quer atingir pelo envio de evangelistas e missionários.  

A escolha de grupos que queremos levar a Cristo, criando para isto estratégias que facilitem a aproximação, a evangelização, o seguimento, o discipulado e a plantação de uma Igreja, é fundamental no processo da evangelização durante a Grande Comissão.

As estratégias do grupo alvo facilitam o evangelismo 

As estratégias de grupo alvo permitem canalizar esforços num local ou num grupo. Além disso, inclui o estudo cultural e social do grupo e do meio ambiente onde vive que por sua vez vai facilitar o evangelismo e as etapas a seguir. 

Há 3 perguntas fundamentais que devemos fazer ao formar as estratégias de grupo:

Qual é o meu grupo?
Primeira pergunta - Qual é o grupo alvo que escolhi para evangelizar?

Segunda pergunta - Quais são as caraterísticas deste grupo alvo?

Terceira pergunta - Como posso alcançar o meu grupo alvo de uma forma efectiva?

2. Compreendendo a distância que o grupo alvo está de Cristo.

Por exemplo, uma das coisas que podemos fazer é estabelecer uma uma escala de resistência/receptividade onde colocamos o grupo escolhido, que pode incluir pelo menos dois aspectos fundamentais: 

Primeiro aspecto - A que distância está este grupo de Cristo?

Nenhum conhecimento do Cristianismo -7           NENHUM CONHECIMENTO

Algum conhecimento do Cristianismo -6              ALGUM CONHECIMENTO

Nenhum conhecimento do Evangelho -5              NÃO CONHECIMENTO

Algum conhecimento do Evangelho - 4                ALGUM CONHECIMENTO

Alguma compreensão do Evangelho -3                ALGUMA COMPREENSÃO

Percepção das implicações pessoais - 2               IMPLICAÇÃO PESSOAL

Reconhecimento da necessecidade pessoal -        NECESSIDADE SENTIDA

Desafiada a receber Cristo  1                               DESAFIO À CONVERSÃO

Avaliação da decisão para Cristo  2                      AVALIAÇÃO DA CONVERSÃO

Integração na Igreja local  3                                  INTEGRAÇÃO NA IGREJA

Propagação activa do Evangelho 4                        TESTEMUNHA DE CRISTO

Segundo aspecto - Qual é a escala de resistência/receptividade do grupo?

Altamente resistente ao Evangelho      Altamente receptivo ao Evangelho

- 5       - 4       - 3       - 2       - 1       + 1       + 2       + 3       + 4       +5   

Estas escalas além de nos darem os passos a seguir durante o processo de evangelização e ajudar-nos a conhecer a distância que o grupo está de Cristo e o seu grau de resistência e receptividade, pode ajudar-nos a criarmos um método adequado para o grupo.

Mas há um outro aspecto importante ligado ao conhecimento do grupo alvo que vem no pontoa seguir:

3. A Teologia da Contextualização

Há  “elementos essenciais” que devemos observar durante a obra da Grande Comissão, durante a evangelização e a plantação de Igrejas dentro e fora da nossa cultura, no meio dos diversos grupos alvos escolhidos e já temos visto alguns desses "elementos essenciais".

Contextualizar o Evangelho...
Um outro elemento essencial muito importante é esta questão da "Contextualização". Quando falamos de "Contextualização" estamos a falar de pelo menos dois factores: 

O primeiro factor faz referência à contextualização da mensagem proclamada.  Ou seja, fala da comunicação do Evangelho de 'forma teologicamente fiel' e ao mesmo tempo 'humanamente inteligível e relevante'.

Mas, nunca é demais salientar que para não distorcermos a mensagem do Evangelho, a "Contextualização" tem que ser sempre feita  'de forma teologicamente fiel' como lemos na parágrado anterior.

E isto Porquê? 

Porque em nossos dias ao tentar-se "contextualizar" o Evangelho de uma forma 'humanamente inteligível e relevante' a um determinado grupo e às pessoas em geral, tem-se adulterado o conteúdo fundamental do Evangelho, e a essência do Evangelho-como-palavra que inclui elementos como: a morte e a ressureição de Cristo, o pecado e o arrependimento, o céu e o inferno são distorcidos ou deixam mesmo de ser pregados.

Desta forma a Evangelização passa a ser uma actividade social ou de caridade e em alguns casos, um simples apelo para as pessoas virem a Cristo, porque Ele as ama muito e quer dar-lhes o melhor que existe nesta vida. 

Portanto, a "Contextualização" da proclamação da mensagem ao grupo, ou cultura, é essencial, mas deve ser feita sempre de 'de forma teologicamente fiel'. 

Quando Hesselgrave afirma que contextualizar é tentar comunicar a mensagem, trabalho, Palavra e desejo de Deus de forma fiel à Sua Revelação e de maneira significante e aplicável aos distintos contextos, sejam culturais ou existenciais, ele expõe um grande desafio à Grande Comissão de Cristo.  

Os elementos que devem estar sempre presentes na "Contextualização" e que levam a denominadores de maior expansão e multiplicação são os seguintes: Fidelidade à Palavra de Deus, Oração, Evangelização Abundante, Intencionalidade e Estratégica, Discipulado e criação de Liderança local, Edificação Comunitária e  o Processo de Multiplicação de Discipulos e de Igrejas.

Mas todo este processo, desde a evangelização até o desenvolvimento de uma comunidade local que está preparada para multiplicar-se, necessita de inteligibilidade e aplicabilidade do Evangelho, o que não é feito sem o conhecimento da sociedade e contextualização bíblica. Contextualizar o Evangelho é fazê-lo compreensível e aplicável a todo homem, em sua própria língua e cultura, na expectativa de que haja salvação em Cristo Jesus.
 
O segundo factor faz referência à pessoa atingida pelo Evangelho, até que ponto é que ela deve manter a sua contextualização dentro do seu grupo cultural, ou seja manter total ou parcialmente alguns costumes e tradições e ligações com a comunidade, afim de não fechar desnecessáriamente as portas deste grupo ao Evangelho. 

A pergunta é: quando uma pessoa é atingida pelo Evangelho e é convertida, deve cortar completamente com a sua comunidade, costumes e tradições? 

Senão, até que ponto é que ela deve comprometer-se ou "contextualizar" afim de não criar oposição desnecessária e fechar completamente as portas da sua família, grupo ou mesmo da sua comunidade ao Evangelho?

Dou um exemplo para compreendermos melhor esta questão.

Vamos supor que uma pessoa do interior de Portugal, que vive numa aldeia aonde 99% das pessoas vão à missa católica. Será que é sábio, ou não, a pessoa ao ser seguida e discipulada gradualmente e com sabedoria, ser aconselhada a continuar a ir à missa, pelo menos durante um certo tempo? 

Será que é sábio impôr-se logo desde o início regras que esta pessoa deve seguir, mas que irá cortá-la completamente da sua família, grupo e comunidade? Por exemplo, ela não pode faltar à reunião de oração, ao culto de Natal, mesmo que prejudique o seu relacionamento com a família e terá que começar logo a dar as suas ofertas e dízimo? 

Eu tenho que abandonar as minhas mulheres e filhos?
Se passarmos para a "evangelização transcultural" poderíamos citar exemplos muito mais delicados e mais complexos que o exemplo em cima citado.

Dou um exemplo: um homem convertido numa cultura aonde se pratica ainda a poligamia, tem 4 mulheres e 15 filhos. 

Deve ele ficar somente com 1 mulher e os filhos dela e expulsar da casa dele as outras mulheres e os seus filhos? 

Se sim, qual das mulheres e filhos ele deve expulsar? 

E, como irão os missionários lidar com a comunidade à sua volta, e com o sistema de governo tribal e até regional, se eles puserem pressão sobre este convertido e ele expulsar as 4 mulheres e os filhos da sua casa?

Será um bom testemunho e contribuirá para o progresso do Evangelho no meio deste povo, que queremos ganhar para Cristo e ver gradualmente as pessoas a crescerem em Cristo? 

Ou a falta de um pouco de "Contextualização" neste caso fechará completamente a porta ao Evangelho e até poderá ser muito prejudicial para o progresso espiritual do convertido?

A ausência de uma teologia bíblica de contextualização, historicamente, tem gerado conseqüências desastrosas a nível do movimento missionário mundial, mas infelizmente não tenho tempo para abordar esta questão neste estudo, e dar mais exemplos.

4. A Encarnação de Cristo e a Missão
E o verbo se fez carne...
A encarnação de Cristo e a sua ligação com a nossa "encarnação cultural" dentro das culturas humanas é um dos temas muito abordados nos estudos de missiologia e antropologia cultural em nossos dias.                                                                                            
É importante conhecer bem a Teologia da Contextualização cultural quando falamos na Grande Comissão, mas também conhecer bem a relação entre a encarnação de Cristo e a nossa "encarnação cultural" dentro das culturas humanas, quando estamos envolvidos na obra da Grande Comissão.                                                                                    

O que irei somente dizer é que este tema da "Encarnação de Cristo e a Missão" aborda acima de tudo o facto de que Cristo ao encarnar-se na terra, embora tivesse a sua cultura judaica, e lidado com muitas outras culturas a quem pregou o Evangelho do Reino, Ele o fez, mas sem pecado.                                       

Hebreus 4:15 "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado".                                                              

Portanto qualquer que seja o grau da nossa "encarnação cultural" seja na nossa cultura ou numa cultura diferente esta deve seguir o exemplo do nosso Senhor e ser feita sem pecado.                                                   

Se quiser conhecer um pouco melhor esta relação entre a encarnação de Cristo e a missão, poderá consultar alguns sites. Junto um site em baixo que nos dá uma pequena ideia desta temática:                                

Site em português:                                       
http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2012/com522012.html


I I.  Desenvolvendo a Obra da Grande Comissão.  

A. A Oração pela Grande Comissão

Mateus 9:37,38 "Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. A seara é realmente grande, mas pouco os ceifeiros. Rogai pois ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a Sua seara".

Rogai pois ao Senhor da Seara.
Oração para haver crentes que estejam dispostos a aceitaram a chamada para irem para o campo missionário, dentro e fora do seu país. Podemos orar para Deus criar desejo para haver muitos crentes dispostos a tirarem as suas férias para visitarem certos locais dentro do seu país e outros países aonde o Evangelho aonde à pessoas ainda não alcançadas. Orar também para outros irem como missionários a curto termo. Tudo isto contribuirá para a obra de evangelização nacional e internacional crescer.

Mateus 9:35-38 "A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros; rogai, pois, ao Senhor da seara para que mande ceifeiros para a Sua seara."

Podemos orar para Deus derrubar os obstáculos postos pelo diabo e pelos inimigos do Evangelho. Além disso, podemos também orar para Deus trabalhar na vida daqueles que estão em posição de autoridade dentro e fora do nosso país, segundo a exortação em

I Timóteo 2:1-3 "...que se façam orações...pelos reis e por todos os que estão em eminência..." 

Nem todos os crentes irão para o campo missionário, mas todos os crentes podem orar e contribuir financeiramente ou através de outras dormas para o campo missionário e todos os crentes deviam também estarem envolvidos no mínimo no evangelismo local e regional das suas Igrejas. Oremos por isso.

I Coríntios 16:1-3 "1 Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. 2 No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar. 3E, quando tiver chegado, mandarei os que por cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém" 

Oremos para Deus dar visão do mundo ainda não alcançado, seja dentro ou fora do nosso país e continente. Oremos pelas missões e organizações já existentes e para aquelas que se estão formando e outras que poderão se formar ainda, com vista a alcançar o mundo perdido dentro e fora do nosso país e continente.

B. Criando interesse nas Igrejas pela Grande Comissão.

João 4:35 "Levantai os vossos olhos... vede as terras que já estão brancas para a ceifa".

Os líderes nas Igreja devem motivar os crentes a orarem pelo evangelismo local, nacional e transcultural e a contribuirem financeiramente para o progresso do mesmo. Devem também motivar os crentes a envolverem-se no evangelismo local e regional e a estarem dispostos a responderem a uma chamada para envolverem-se em evangelismo nacional e transcultural.

Mas além da motivação, os líderes devem criar estruturas, programas e actividades para facilitar o envolvimento dos crentes na Grande Comissão de Cristo, e desta forma os crentes estarem dispostos a orarem, contribuirem e a evangelizar com mais efectividade.

As Igrejas todas deviam ter no mínimo um departamento de evangelismo e um outro departamento para missões. Deviam também fazer ligações com outras Igrejas, organizações e missões com quem a igreja local, ou a denominção podem colaborar com vistas a equipar a igreja para o seu envolvimento no evangelismo local, regional, nacional e transcultural.

C. Equipando a Igreja para o Evangelismo

1. Diferenciando Evangelização de Evangelismo

Evangelização em todo mundo, a todo o homem e ao homem todo.
Temos que saber diferenciar a evangelização do evangelismo. O acto da evangelização inclui toda a obra missionária feita em "Jerusalém, como em Judeia e Samaria, até aos confins da terra. Inclui também a Evangelização integral do homem inteiro pelo Evangelho-como-palavra, Evangelho-como-obra e o Evangelho-como-sinal. A Evangelização inclui tudo o que está ligado com a Grande Comissão de Cristo seja local, seja transcultural.

O Evangelismo fala do meio e das formas de contactar pessoalmente as pessoas e os grupos durante a evangelização. Os crentes pessoalmente e as Igrejas devem ser equipadas para o evangelismo. O mesmo podemos dizer de organizações e agências que têm o objectivo de evangelizar as pessoas. Os seus agentes devem ser treinados para o evangelismo e saber integrar o Evangelismo dentro das respectivas estratégias de grupo.

O Evangelismo deve estar no coração de qualquer estratégia de grupo. Um estratégia de grupo que não incluia o evangelismo, ou o ponha no centro, é uma estratégia fraca.

Por exemplo, uma estratégia onde o alvo central é dar apoio social, na esperança que as pessoas ao serem tocadas pelo apoio social se voltem para Cristo, onde se fala de Cristo, mas que não se prega o Evangelho é uma estratégia fraca.

Podemos dizer o mesmo de uma estratégia onde se coloca toda a ênfase nos dons do Espírito Santo, na esperança que as pessoas sejam tocadas por um toque sobrenatural de Deus e se voltem para Cristo, mas que não se prega o Evangelho é uma estratégia fraca.

Não estou a dizer que não se deve fazer acção social, claro que se deve, ou que não devemos esperar toques sobrenaturais de Deus na vida das pessoas, claro que devemos orar muito e esperar que Deus se revela sobrenaturalmente à pessoas, mas nada disso deve ocupar o lugar central do Evangelho.

O Evangelho-como-palavra, O Evangelho-como-obra, O Evangelho-como-sinal,em si mesmo são um todo inseparável, devem funciona juntos, mas como há sempre um centro em tudo, o Evangelho-como-palavra é o centro do TODO, é o centro da Evangelização integral do homem inteiro.

2. Há diversas formas e métodos de evangelismo:

O Evangelismo pessoal, de grupo e de massa. Que pode ser feito através do contacto pessoal um a um, ou através da pregação ou mesmo de outros meios como os midia onde se procura atingir os grupos e mesmo as massas.

O Evangelismo fala sempre do Evangelho-como-palavra, não importa o seu formato. Os fundamentos do Evangelho são colocados dentro de um formato que é apresentado às pessoas que estão a ouvir e a ver.

Normalmente todo o evangelismo segue o esquema em baixo composto de 4 etapas:

1. Introdução (preparação do ambiente)

2. Evangelho (apresentação do Evangelho)

3. Decisão (desafiando a pessoa para a decisão)

4. Acompanhamento imediato (procurando seguir as pessoas que tomaram uma decisão ou  ostraram interesse)

Se o evangelismo for pessoal, este esquema é segudio através de uma conversa pessoal, se for a nível de uma reunião podemos utilizar dentro do esquema a música, testemunhos a acompanharem a pregação e apelo à conversão. Podendo-se fazer mesmo se o evangelismo estiver a ser feito através dos mídia.

Há também diversos métodos e alguns deles estão adaptados ao grupo que queremos atingir. Coloco alguns métodos dos mais simples em baixo:

Evangelismo Explosivo: http://www.eeinternational.org/pages/page.asp?page_id=23717

Como posso ir para o céu: http://religiao-filosofia.blogspot.com/2010/02/sobre-as-linguas.html

The Way of the Master: http://www.youtube.com/watch?v=Z6t0s7fpg1M

O Sr Boa Pessoa: http://religiao-filosofia.blogspot.com/2011/05/ceu-ou-inferno.html

As quatro leis espirituais: 

http://www2.uol.com.br/bibliaworld/evangel/4leis/

http://www.gotquestions.org/portugues/Quatro-leis-espirituais.html

http://www.youtube.com/watch?v=5l6yG85yzc0

 3. Evangelismo local, regional e nacional e evangelismo transcultural

O Evangelismo transcultural é mais complexo!
É claro que o evangelismo local é o mais simples, pois não involve o conhecimento que se deve ter de outras culturas, costumes e línguas.

Normalmente falando, para uma Igreja ser efectiva  no evangelização local, deve equipar os membros com um método de evangelismo pessoal, para as pessoas poderem evangelizar os seus familiares, amigos, colegas e pessoas que vivam dentro das suas comunidades.

Além disso a Igreja local deve ter uma estratégia de evangelização, onde pode incluir as estratégias de grupo, e para isto terem um progama de actividades de evangelização. Pode incluir grupos de evangelismo que vão para as ruas e casas evangelizar as comunidades vizinhas e mais distantes. Campanhas de distribuição de literatura porta a porta. Reuniões ao ar livre. Reuniões de Evangelização dentro da Igreja, em que podem incluir até um filme, uma banda musical, um pregador de fora. Campanhas de evangelização com equipes que vêm de fora para ajudar na evangelização local da Igreja. Jantares, almoços e pequenos almoços evangelísticos, encontros de casais e evangelização de adultos e jovens e crianças através retiros evangelísticos e diversos eventos.

A Igreja local deve estar na medida do possível cooperando sempre com a sua denominação, convenção e com o corpo de Cristo em geral durante a evangelização, pois estas corporações maiores podem ajudar a Igreja Local de muitas maneiras.

Mas, quando pensamos numa evangelização mais nacional e transcultural, a Igreja local terá que se associar e cooperar ainda mais com o corpo de Cristo em geral para poder ser efectiva neste tipo de Evangelização.

O Corpo de Cristo todo precisa das células locais para espalhar a sua influência pelo mundo. Da mesma forma as células locais precisam do corpo todo para poder ser unfluente.Uma Igreja local, não precisa forçosamente de ser grande, mas sim de ser eficiente.

Para uma Igeja local ser eficiente tem que aprender a trabalhar em cooperação com o corpo todo. Uma Igreja local pequena que trabalhe em cooperação com o corpo de Cristo, contribui mais para o crescimento do Corpo de Cristo mundial, do que uma igreja local maior que está a trabalhar desassociada do corpo do corpo de Cristo.

É por esta razão que não devemos ter muita ilusões sobre as megas Igrejas. Elas não estão a ajudar o Corpo de Cristo a crescer como um Todo. Elas estão simplesmente a crescer sozinhas e na maior parte das vezes a custo das outras Igrejas. Para uma Igreja tornar-se "mega" tem que matar muitas células, da mesma forma que para uma pessoa ser rica tem que haver muitos pobres.

Portanto, a Igreja local só pode ser eficiente na oração e contribuição financeira para o envio de missionários e ser eficiente no próprio envio de missionários se estiver a ter uma boa cooperação com o Corpo Universal de Cristo.

Há muitos meios ou estratégias que a Igreja local não tem acesso ou à sua disposição, quando se fala de uma evangelização mais distante, mais nacional ou transcultural, precisa da ajuda do corpo se quiser envolver-se neste tipo de evangelização mais distante.

E mesmo na evangelização local, a Igreja local precisa de meios e estratégias que o Corpo de Cristo possui e pode colocar à disposição da Igreja local.

D. Equipando  a Igreja para o seguimento e o discipulado

Quando se fala de seguimento imediato e discipulado, as Igrejas têm que considerar algumas categorias de pessoas e outros aspectos a considerar no trabalho de acompanhamento das pessoas.

1. O acompanhamento imediato dos interessados 

Seguindo as pessoas interessadas
Nós dissemos artrás que normalmente todos os tipos de evangelismo seja pessoal, seja de grupo ou de massa, segue um esquema de 4 etapas que colocamos de novo em baixo:

1. Introdução (preparação do ambiente)

2. Evangelho (apresentação do Evangelho)

3. Decisão (desafiando a pessoa para a decisão)

4. Acompanhamento imediato (procurando seguir as pessoas que tomaram uma decisão ou  mostraram interesse)
 
Quando chegamos à 3ª etapa, pois conseguimos percorrer a 1ª etapa que é a Introdução e passamos para a 2ª etapa em que apresentamos o esboço do Evangelho, chegamos 3ª etapa que é a decisão, onde fazemos um apelo à decisão ao indíviduo com quem estamos a falar ou a um grupo de pessoas que nos estão a ouvir na rua ou numa reunião de evangelização, ou então a alguém que esteja a ler um post num site ou blog ou um artigo num folheto ou jornal evangélico, ou estão a seguir através de um vídeo, filme ou mesmo na televisão.

Nesta altura do esquema, depois do apelo à decisão, nós temos que guardar o contacto das pessoas que oraram connosco ou que mostraram interesse. Se o meio não der para ter um contacto pessoal com as pessoas, temos que dar a oportunidade para a pessoas responder preenchendo alguma coisa que nos poderá enviar pelo correio ou mesmo por email.

Temos que manter o contacto com os interessados e até alguns que se converterm e procurar segui-los utilizando os diversos meios à nossa disposição.

No esboço do Esquema do Evangelismo Explosivo, depois da pessoa orar connosco ou mostrar interesse, nós marcamos uma visita, ou encontro, telefonema, email etc uma semana depois. É aquilo que o Evangelismo Explosivo chama de "a visita dos 7 dias".

Este encontro com a pessoas 7 dias depois é muito importante. Mesmo que a pessoa não tenha orado connosco quando a desafiamos para aceitar a Cristo. Se ela mostrou interesse, temos que fazer o seguimento imediato.

O quê que podemos fazer com a pessoa na  "a visita de 7 dias" ou no seguimento imediato?

Podemos fazer diversas coisas, como por exemplo: fazer uma recapitulação das 4 etapas do evangelismo e ver se a pessoa compreende e está disposta a tomar a decisão para Cristo. Ou podemos propor um estudo bíblico uma vez por semana ou todos os 15 dias e estudar 4 a 8 lições baseadas no Evangelismo. O Evangelho S.João é muito bom para isto ou podemos estudar bem as 4 leis espirituais.

Isto são somente algumas ideias, mas há muitas outras opções.

2. O acompanhamento imediato dos convertidos

Se uma pessoa orou connosco ou numa actividade evangelística qualquer preencheu um formulário de decisão e enviou-nos, ou então entrou em contacto connosco fazendo referência à decisão que tomou para Cristo, esta pessoa tem que ser imediatamente seguida.

E o que podemos fazer com ela?

Fazendo discípulos
Devemos começar um curso básico de discipulado em que iremos começar a preparar a pessoa para começar a viver os princípios cristãos na sua vida diária, fugindo do pecado,  lendo a Bíblia e a orando todos os dias e começar a ir a uma Igreja, batizando-se, tornando-se membro da Igreja e começando a aprender a testemunhar para Cristo.

Se .a pessoa seguir bem a primeira etapa do discipulado, poderemos começar um discipulado mais aprofundado, aonde poderemos começar a falar em profundidade na santificação, salientando os frutos do Espírito Santo (Galátas 6)  na Igreja Corpo vivo de Cristo (I Corintios 12 e 14, Romanos 12, Efésios 4:1-16), para a pessoa começar a compreender qual é a sua função na Igreja local e podemos começar a ensinar como a pessoa pode testemnhar para Cristo.

Multiplicação de Igrejas .
Multiplicação de discípulos

O discipulado não para aí, mas continua até a pessoa estar a reproduzir fruto, trazendo pessoas para Cristo, discipulando e preparando-as por sua vez, para a obra do ministério e assim iremos ver Igrejas nascerem, crescerem e multiplicarem-se por todo o mundo. 

A multiplicação de discipulos sempre leva à multiplicação de Igrejas por todo o mundo. Nunca podemos esquecer que Cristo começou esta obra com 12 discípulos, e hoje a Obra de Cristo está espalhada por todo o mundo e a penetrar aos poucos nas zonas aonde ainda exisitem povos não alcançados.  


I I I. A Amplitude da Grande Comissão

A. O expansionismo missionário de 1770 a 1980.

1. A falha dos protestantes no cumprimento da Grande Comissão.

Embora os cristãos hebreus tenham sido muito relutantes a evangelizar os gentios, nós vemos que o livro de Atos revela que o cumprimento da Grande Comissão naquele tempo transtornou completamente toda aquela região mediterrânica e asiática, tendo virado parte a Àsia e do mundo mediterrâneo de cabeça para baixo e e a vinda do Imperador Constantino estabeleceu a região cristã.

não pregavam a comissão
Mas durante a Idade Média, a Grande Commissão abrandou e tornou-se algo obscurecido, e, infelizmente, mesmo a reforma protestante fêz pouco para trazê-la à frente. Não havia muito ensino sobre a Grande Comissão, e havia ideias muito confusas sobre "quem é que foi comissionado para a obra da Grande Comissão- a Igreja ou somente os Apósotolos de Cristo?".

Ao longo da História houve entretanto alguns grupos zelosos de crentes que procuraram obedecer à tarefa de cumprir essa comissão; mas, mesmo assim, um grande número de crentes não tinha uma ideia clara sobre esta tarefa e isto impediu uma aplicação desenvolvida da Grande Comisão.

A importância e a necessidade da Grande Comissão conheceu no entanto alguns reavivamentos na Inglaterra e na América por volta de1800 e tal, o que acabou por dar origem ao grande movimento missionário que de 1870 a 1980 tirou a Igreja do seu berço natal e levou a mensagem praticamente a todos os continentes e às zonas litorais e às grandes e médias cidades dos países mais importantes do mundo, tanto no Ocidente, como na América, Àfrica e na Àsia.  

2. O espantoso movimento missionário iniciado há 2 séculos atrás

Se olharmos para o mapa 1 e o mapa 2 vemos o progresso missionário da Igreja em 200 anos: a Igreja saiu do seu berço, que praticamente estava em algumas partes da Europa como vemos no mapa 1, América do Norte e algumas comunidades em países influenciados pela América e a Europa.

Mapa 1 - Mundo evangelizado em 1870
Isto mostra que embora a Evangelização seja integral e temos   que pregar o Evangelho-como-palavra, como-obra e como-sinal ao homem inteiro, o Evangelho-como-palavra tem que manter o lugar central e prioritário e é isto que deu força e expressão à Grande Comissão naqueles 200 anos. Foi o Evangelho-como-palavra que motivou os missionários a irem por todo o mundo, pregar a Cristo cruxificado mesmo em troco do comodismo ocidental e em alguns casos em troco das suas próprias vidas.


Mapa 2 - Mundo evangelizado em 1980

No mapa 2 vemos que os missionários em 200 anos penetraram em quase todo o mundo. Repito que é interessante ver que nessa altura a grande ênfase era dada ao Evangelho-como-palavra e pouco se falava do Evangelho-como-obra, embora os missionários espontaneamente iniciaram muitas obras de caridade, escolas e hospitais. Do Evangelho-como-sinal, pouco ou nada se falava nessa altura  Temos que orar para haver um novo reavivamento missionário, como naqueles 200 anos!

B.  Estatísticas sobre a missão evangélica no mundo
.
1. A expansão do Evangelho, seguida de um declínio                                                                                             
Nós iremos falar um pouco sobre o despertamento missionário do século XVIII e XIX, em que a Igreja saiu do seu berço ocidental e em duzentos levou o Evangelho praticamente a todo o mundo, traduzindo a Bíblia em mais de 2000 línguas, faltando agora somente alguns cantos a serem cobertos.                                                                 
Vemos por isso que o fim se aproxima pois o Senhor Jesus disse:  Mateus 24,16 - "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. E então virá o fim."                                                                   
Os cristãos têm muito inimigos!
Entretanto, nós vemos que paralelamente à expansão missionária, começaram a surgir novas ideologias políticas como o marxismo que deu início aos blocos comunista e socialista, o aparecimento de novas tendências ideológicas, o alargamento das ciências exactas e da vida, a busca do espiritualismo, o crescimento do Evangelho Social, do Liberalismo Teológico e das doutrinas da Terceira Vaga e do Evangelho da Prosperidade, o crescimento das seitas cristãs e finalmente o movimento da Nova Idade, que será praticamente uma mistura de tudo.                                                                                                             

Tudo isto têm provocado uma grande crise no meios das Igrejas.

Os cristãos têm muito inimigos! Todas estas ideologias e tendências políticas, científicas e religiosas têm vindo a combater a Igreja cristã e o Evangelho, pelo que assistimos a um declínio do verdadeiro Cristianismo na Europa. Além disso o mundo económico, político está a complicar-se mais e mais e estamos a assistir ao aparecimento de grandes cataclimos que nunca houve na terra, aliás tudo isto já profetizado na Bíblia. 
Vemos ainda que o movimento da 'Eurabia' está a crescer, que é a tomada da Europa pelos muçulumanos que aos poucos estão a crescer e aumentar a sua infuência dentro do mundo europeu. A igreja passará por tempos dificeis antes do regresso de Cristo, pois irá ser confrontado de todos os lados, por muitos inimigos e isto dificultará a Grande Comissão.                                                                                                                                                                        Em Mateus 24:3-14 quando os discípulos chegaram-se a ele e perguntaram: “ Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” Ele respondeu que haveria guerras envolvendo muitas nações, que haveria fome, pestilências, terremotos, crescente violação da lei, instrutores de religião falsa desencaminhando a muitos, que seus verdadeiros seguidores seriam odiados e perseguidos, e que o amor de muitos pela justiça esfriaria.                                                                                                                         
Quando estas coisas principiassem a ocorrer, isso indicaria que Cristo estava invisivelmente presente e que o Reino celestial estava próximo.                                                                                                                         
Em 2 Timóteo 3:1-5 Paulo preveniu “Sabe, porém, isto”, diz a Bíblia, “que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder; e destes afasta-te.”                                                 
                                                                                                                               E vemos que em Apocalipse 18:4, quando a Grande Babilónia tiver tomado conta do mundo, debaixo do governos das Bestas do Apocalipse, o povo de Deus é avisado "e ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas".       
                                                                                                                               É possível que a Igreja já foi arrebatada, e estes avisos estejam a ser adereçados aos crentes após que estarão na terra depois da Igreja ter sido arrebatada. Nós sabemos o mistério da iniquidade atingirá o seu auge e a Igreja já saberá o que é viver em parte debaixo do efeito da Grande Babilónia - tempos de grande confusão e misturas religiosas.                                                                                                                      
Mas quando o mundo e a Igreja estiverem a passar pelo momento mais escuro da época da Igreja, e Deus começará a enviar os seus julgamentos sobre o mundo, a Igreja será arrebatada pois está à espera de Jesus que voltará para livrar a Igreja da ira futura.                                                                                                       
I Tessalonicenses 1:10 "E esperar dos céus a Seu Filho, o qual nos livrará da ira futura".                          
                                                                                                                                Portanto, a última etapa da pregação do Evangelho, em que todas as nações na terra ouvirão a mensagem, possivelmente se dará depois do arrebatamento da Igreja, pela pregação dos 144.000 Apocalipse 7 e das duas testemunhas e Apocalipse 11 e dos crentes do após arrebatamento que viverão na terra e serão perseguidos e martirizados pelo dragão, a besta e o Falso profeta.                                                                
                                                                                                                              Apocalipse 7:13-14 "Quem são estes vestidos em robes brancos; Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e branquearam no sangue do cordeiro".                

2. Percentagem dos crentes evangélicos no mundo 

Estas estatísticas são de 1980-1990, portanto já um pouco antigas. 

A nível local É a percentagem de crentes que vivem dentro de cada bloco: 

19% das pessoas que vivem no Pascífico, Austrália e oceania são evangélicos.

12% das pessoas que vivem no Ocidente são evangélicos. 

9 % das pessoas que vivem em Àfrica são evangélicos. 

7% das pessoas que vivem na América latina são evangélicos.

6% das pessoas que vivem na Europa do leste são evangélicos.

1,6 % das pessoas que vivem na Àsia são evangélicos.

0,34 % das pessoas que vivem no médio oriente são evangélicos.

A nível mundial - É a percentagem de crentes a nível mundial.

49% dos evangélicos do mundo vivem no mundo ocidental.

18% dos evangélicos do mundo vivem no continente africano.

12% dos evangélicos do mundo na América latina.

9% dos evangélicos do mundo vivem na Àsia.

8% dos evangélicos do mundo vivem na Europa do leste.

4% dos evangélicos do mundo vivem no Pacífico, Austrália e Oceania.

Vemos que a região do mundo onde existe a percentagem mais alta de evangélicos é na Austrália e na Oceania com 19%.  Mas em baixo, vemos que a nível mundial a percentagem dos crentes que vivem no Pacífico, Austrália e Oceania é baixa, representa somente 4% da população mundial. No entanto como uma boa parte da população é evangélica no Pacífico, Australia e Oceania, estes países deviam estar muito mais envolvidas na Grande comissão, enviando evangelistas e missionários para todo o mundo.

A seguir segue o mundo ocidental com 12% e depois Àfrica com 9% e a América latina com 7%, que mostra que também deviam estar envolvidas na Grande Comissão e a enivar evangelistas e missionários para todo o mundo.

A nível mundial, 49% da população evangélica vive no mundo ocidental, o que aumenta a responsabilidade do Ocidente na evangelização do mundo.

A seguir, vem África, que possui18% da população evangélica do mundo, e a América latina que possui 12% da população evangélica do mundo, o que as torna também muito responsáveis para a obra da Grande Comissão. 

Quer isto dizer que a maior responsabilidade da Grande Comissão de Cristo, recai em primeiro lugar sobre o Ocidente, depois sobre a Àfrica e a América latina e em terceiro lugar sobre o Pacífico, a Australia e a Oceania. 

Devemos portanto orar que os países que formam estes blocos continuem a enviar ceifeiros para a seara. Mas, também que Deus desperte vocação missionária na Àsia e na Europa do Leste.

Entretanto vemos que de alguns anos para cá começam a aparecer esforços evangelisticos e missionários vindos da Àsia, lembro por exemplo a Coreia ddo Sul que tem enviado muitos missionários para todo o mundo. Lembro que a economia da Coreia do Sul é forte.

A Europa do leste é que está um muito apagada em relação à Grande Comissão, pois depende ainda muito do esforço externo para manter e desenvolver a Igreja dentro das suas fronteira. Ainda não tomaram consciência da Grande Comissão.

É claro que a economia destes dois blocos, o Asiático e a Europa do leste, é fraca e isto cria dificuldades ao esforço evangelistico e missionário. Mas Deus pode enviar um despertamento e mesmo sendo pobres, começarem a envolverem-se mais na obra missionária. 

C. Panorama do Mundo.

Como já dissemos a seara é o mundo, as pessoas que vivem no nosso planeta e que precisam de ouvir falar de Cristo. 

1. A àrea. 

143 milhões de Km 2

2. População.

Em 1976 era 4.000 milhões ou 4 biliões. Em 2010 já atingiu os 7.000 milhões ou 7 biliões. Mas a percentagem de crescimento está a diminuir devido ao moderno planeamento familiar e às mortes produzidas pela guerras, cataclismos, fome, doença e pestes em vários lugares. 

3. A urbanização.

A Igreja tem que evangelizar as zonas urbanas e rurais...
Nas 200 cidades que têm mais de 1 milhão de pessoas, algumas já rondam os 20 milhões de pessoas,  reside pelo menos 12% da população mundial. A população urbana continua a crescer assustadoramente e actualmente mais de 85% da população mundial reside nas áreas urbanas.

Vemos que temos que continuar a concentrar a evangelização nas zonas urbanas, mas não esquecendo as zonas rurais, onde normalmente vivem os povos não alcançados. 

Para isto temos que criar mentalidade missionária dentro das igrejas urbanas que são plantadas, para que atingam estas grandes zonas urbanas, mas salientando ao mesmo tempo a responsabilidade das Igrejas urbanas evangelizarem as zonas rurais e os povos não alcançadas.  

As pessoas que nunca ouviram o Evangelho devem ter sempre a prioridade nas estratégias missionárias formadas pelas igrejas, sociedade e agências missionárias.

Digo isto, pois existe um grande problema que deve ser salientado, é que as Igrejas urbanas preferem concentrar a evangelização na zona urbana ou central, pois é mais populacional, rica e educada e o retorno em resultados é muito maior do que investirem nas pereferias ou zonas rurais e menos populacionais onde as pessoas são mais pobres e menos educadas.

O retorno a nível de números de pessoas alcançadas e o poder de investimento dessas pessoas na vida da Igreja é muito menor do que nas zonas urbanas. Gasta-se muito dinheiro e tempo, mas há pouco retorno. 

Por essa razão muitas Igrejas deixaram praticamente de orar, dar ou enviar evangelistas e missionários para as zonas não alcançadas, seja dentro da sua provincia, do seu país, do seu continente ou dentro do planeta.

Passam-se anos sem se ouvir uma mensagem sobre a Grande Comissão em muitas Igrejas. Mas qual foi o tema principal da conversa que Jesus teve com os seus discípulos depois de ressuscitado?

Basta ler o final dos Evangelhos e o princípio do Livro de Atos para percebermos que foi a Grande Comissão. Vemos isto Mateus 28:16-20, Marcos 16:15-16, Lucas 24:46-47, Atos 1:8.

E porquê que Jesus em Lucas 24:49 disse aos discípulos: "E eis que sobre vós envio a promessa do Pai: Ficai porém, na cidade de Jerusalém, até que do Alto sejais revestidos de poder".

Revestidos do Poder do Alto, para quê?

Para ficarmos fechados dentros das Igrejas de braços levantados, como fazem alguns, ou de cabeça baixa, como fazem outros, e quando o culto termina voltamos para casa até ao próximo Domingo?

Ou o Senhor Jesus nos quer revestir do Poder do Alto para irmos por todo o mundo anuciar o Evangelho a Toda a Criatura?

Voltou-se para trás, e viu Jesus....
Queremos fazer o que fizeram os discípulos que depois de virem a pedra retirada e o sepulcro aberto, voltaram para casa?

Ou fazer como Maria Madalena, que ficou junto ao sepulcro a chorar, e não saiu de lá até ver o Senhor e ter sido enviada "vai, para os meus irmãos, e dize-lhes", "E Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira ao Senhor"?

S.João 20:10-1810 Tornaram, pois, os discípulos para casa. 11Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro, 12 e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um ã cabeceira e outro aos pés. 13 E perguntaram-lhe eles: Mulher, por que choras? Respondeu- lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. 14 Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus. 15 Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. 16 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre. 17Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. 18 E foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: Vi o Senhor! - e que ele lhe dissera estas coisas.

Maria Madalena não só foi a primeira testemunha que viu o Senhor Jesus ressuscitado por causa da sua fidelidade e persistência, mas foi também 'o primeiro missionário" a ser enviado para anunciar as 'Boas Novas'. Ela foi a primeira a chegar ao túmulo e a última a retirar-se. Ela só se retirou quando viu a Jesus e este a enviou a anunciar as Boas Novas. 

4. Os povos. 

As estatísticas variam um pouco, mas de uma maneira geral, já temos cerca de 257 países no mundo.

Há 257 países no mundo
E cerca de 6.909 diferente línguas e dialéticos. A Europa que tem cerca de 1/4 da população tem cerca de 234 línguas diferentes. 

A Bíblia ou porções da Bíblia já está traduzida em mais de 2.500 línguas, o que já é muito bom, considerando que são as línguas mais faladas e que, por isso, representam pelo menos 80% da população do globo.

No entanto ainda há muito trabalho a fazer quando pensamos nos 20% que não tem a Bíblia traduzida na sua língua e que não conhecem nenhuma outras língua em que a Bíblia já está traduzida e assim a possam ler.

Normalmente, estes povos são os que podemos chamar de "povos não alcançados" que além de viverem distantes e isolados das grandes e médias civilizações, são muito pobres e iletrados. Há missões a fazerem grandes esforços para tentarem atingir estes povos não alcançados.

5. A economia. 

O crescimento no meio das populações mais pobres é maior e isto faz com que se tornem ainda mais pobres. Além disso com a vinda da Globalização, o maior investimento é feito nos países mais ricos que se tornam mais ricos e os mais pobres tornam mais pobres.

Esperam-se tempos ainda mais difíceis para as populações mais pobres e de uma maneira geral em todo o mundo. Tempos preditos na Bíblia.

O futuro económico não é brilhante.
A crise do petróleo não ajuda, por isso vemos como a guerra tem-se centralizado nos países aonde há petróleo, pois as potências mais fortes querem controlar essas zonas e o fazem a troco de muitas vidas inocentes que morrem. Vemos que o preço do crude está a aumentar cada vvez mais, e isto aumenta o preço das energias (gás, electricidade e combustíveis). Esta crise afecta o desenvolvimento de toda a riqueza no mundo, pois sem acesso ás energias é impossível haver um aumento equilibrado na produção. Por essa razão países como o Irão e outros procuram ter acesso às energias nucleares. 

O futuro económico do mundo não é brilhante e claro queisto também afecta, visto do ponto vista humano, o desenvolvimento da Grande Comissão de Cristo. Muitas agências missionárias já praticamente não têm mais recursos para poderem funcionar e os missionários encontram mais dificuldades em arranjar sustento.

É claro que as Igrejas têm que abandonar o recurso às "megas Igrejas", e manterem-se bíblicas, porem em primeiro lugar a Grande Comissão, conscienlizar as camadas mais jovens disso, motivando-as a orarem pela Seara, a contribuirem e estarem dispostos a ir se Deus os chamar.

Se pensarmos no tamanho média de uma Igreja local nos tempos em que a Igreja foi missionária de 1870 a 1980, teremos que pensar nos tamanhos dos templos que tinham no máximo cerca de 200 lugares. Mas as Igreja trabalhavam em cooperação com o Corpo de Cristo em geral, formaram denominações, agências missionárias, sociedades bíblicas, instituições de caridade que afectaram todo o mundo.

A igreja local é uma célula que não precisa de ser muito grande, mas precisa sim de trabalhar em cooperação com o corpo de Cristo, ser alimentada por esse corpo, da mesma forma que o Corpo de Cristo precisa também de ser alimentado por todas as células. 

As células não precisam de ser muito grandes, mas de serem saudáveis (bíblicas) multiplicando-se sempre em novas pequenas células (Igrejas) que ajudem o Corpo de Cristo a espalhar a sua influência por todo o mundo,

As megas células (megas Igrejas), só matam as células mais pequenas e impedem o crescimento saudável do Corpo de Cristo. As megas Igrejas só estão àprocura de retorno imediato e de dinheiro. 

As megas Igrejas só querem actuar nas zonas urbanas mais ricas e se esquecem completamente da periferia, que sendo pobre, eles nunca receberão um retorno imediato se trabalharem nas periferias, antes pelo contrário, terão que gastar tempo e finaças para poucos resultados. 

É por essa razão também que as grandes Igrejas ligadas com a Teologia do Reino e do Evangelho da Prosperidade actuam sempre nas grandes zonas urbanas ricas, como por exemplo nos EUA. 

6. A política. 

Os gandes impérios e nações tem sido quebrado por grande revoltas nacionalistas, que por sua vez se geram debaixo da influências das grandes potências que procuram manter a supremacia uma sobre as outras. As duas grande portências eram há alguns anos atrás a América e a Rússia, responsáveis pela "guerra fria" que alimentava e influenciavas as políticas dos outros países.

Isto fez com que fossem distribuidas indescriminadamente armas de guerra por todo o mundo, alimentando as ais revoltas nacionalistas. Temos assistido nos últimos 50 anos a um aumento assustador de conflitos, revoltas, guerras e terrorismo espalhado por todo o nosso planeta. 

A televisão por satélite, as viagens aérias, o jornalismo e emigração continental dos povos faz com que um acontecimento num parte do globo afecte rapidamente outras partes do globo. Por causa da comunicaação e a lata tecnologia a intercâmbio das influências ideológicas é rapidissima.

A Globalização tendo colocado a riqueza em algumas poucas mãos e corporações económicos, faz com que a política aos poucos se torne um joguete que faz a vontade às grande economias. 

A quebra do 'euro'
Estamos também a assistir ao falhanço total da União Europeia e à falência da moeda única, o 'euro', que irá causar uma grande recessão económica por toda a Europa, o que acabará por afectar todo o mundo.

Embora havendo um apelo da Comissão europeia e de todos os seus esforços para a Europa não desistir do 'euro', tudo parece indicar que nada, nem ninguém poderá salvar o 'euro'. O mundo todo do ponto vista político e económico está a sofrer grandes alterações e tudo parece indicar que iremos enfrentar grandes crises, nunca vistas até hoje, embora nunca tenha havido tanta riqueza na terra como há hoje. Os meios tecnológicos têm ajudado a gerar muita riqueza, mas o problema é que esta continua a ser mal distribuída e hoje os ricos se tornam mais ricos, mas os pobres se tornam mais pobres.

Sem dúvidas que tudo isto são sinais do fim, que o regresso de Cristo à terra está perto, mas será precedido pela vinda do Anti-Cristo, que é a Besta do Apocalipse. I Tessalonicense 2:1-17 

7. A religião. 

Do ponto de vista religioso o mundo está também a ficar cada vez mais confuso, com o aparecimento de cultos e seitas e também do movimento da Nova Idade que está a afectar todas as grandes religiões do mundo, incluindo a religião cristã. 


Entramos na Nova Idade!
Tudo parece indicar que estamos a assistir a um movimento religioso sincretista que está a procurar unir todas as religiões. Aliás a Bíblia fala no livro de Apocalipse num sistema religioso que é denominado de a Grande Babilónia e também a Grande Prostituta que será morada de demónios e vemos um apelo de Deus ao seu povo em Apocalipse 18:4 "Sai dela povo meu". Apocalipse também fala da queda dessa religião. As percentagens da população religiosa no mundo, começando pelas mais populosas, são as seguintes: 

Cristianismo 35% 

O Cristianismo tornou-se a religião mais forte do mundo. 

O Cristianismo está divididos nas seguintes grandes denominações e devidas percentagens:

Católicos Romanos 15% quase 1 bilião de pessoas.

Evangélicos 9% são evangélicos perfazendo cerca de 600 milhões de pessoas.  

Protestantismo 7% perfazendo cerca de 500 milhões de pessoas

Igreja ortoxa 2%

Igrejas Independentes 1%

Islamismo 17%

Hinduísmo 13% 

Budismo 8% 

Aminismo 3,4%

Judaísmo 0,44%

D. Inimigos da Grande Comissão.

O Catolicismo.
Se pudessem deitavam as Biblias todas no lixo!
O Islamismo
O Humanismo.
As seitas cristãs
O Comunismo.
O Socialismo.
A Sociologia.

O Ecumenismo.
O Liberalismo Teológico.
Os neo-carismáticos.
A Teologia da prosperidade.
O Divisionismo Evangélico.

A Ciências exactas.
A industrialização.
A Estatização do Estado.
Os direitos humanos.

E. Complexidade da Grande Comissão. 

Nestas última década temos assitido a um movimento de Estatização dos Estados, em que as nações europeias, de uma lado, fazem tudo para controlar a fé cristã através de proibição impostas por leis feitas pelo Estado. Isto tira o direito á livre expressão da Fé cristã e por outro lado assistimos a Eurabia, em que são dados todos direitos à fé muçulumana que procura controlar os países ocidentais.

Além disso, vemos a perseguição dos cristãos nos países muçulumanos e induístas, budistas e há alguns anos  agtrás mesmo nos países comunistas. Os Cristãos têm muitos inimigos.

Depois temos a recessão económica que também não é favorável ao movimento da Grande Comissão e finalmente a diversidade religiosa que obrigaos cristãos a terem que estabelecer diversas estratégias de evangelização para poder atingir toda a diversidade religiosa perto e longe de si.

Vemos então que a situação económica, politica e religiosa torna a Grande Comissão numa obra muita complexa. Mas vamos analisar isto simplesmente do ponto de vista religioso e ver os três grandes grupos têm que ser atingidos pelo Evangelho. 

1. Evangelizar os cristãos nominais.

Quem disse que era fácil?
Em todo o mundo há cerca de bilião de crentes nominais que acreditam na Bíblia e em Cristo, frequentam uma Igreja mais ou menos regularmente, mas não são crentes nascidos de novo, pois nunca forma devidamente confrontados com o Evangelho de Cristo.

2. Evangelizar os descrentes que vivem no meio dos crentes.

Em todo o mundo deve haver pelo menos um bilião de descrentes que vivem no meio dos crentes.

3. Evangelizar os povos não alcançados.

Evangelizar dois biliões de pessoas que nunca ouviram falar de Cristo, que podemos chamar de povos não alcançados.


G. Aspectos gerais a tomar em Consideração.

Já visitou o site de GLOBAL outreach day? Senão visite-o em baixo:

ANEXO

B. Compreendendo o que é a Grande Comissão

Como este assunto sobre o que é a Grande Comissão toca em aspectos telológicos delicados e controversos, vou colocar como anexo no final de deste estudo para quem quiser aprofundar um pouco sobre de facto o que é a Grande Comissão.

1. Textos que falam na Grande Comissão

Ide por todo o mundo e pregai ...
Em baixo, podemos ver alguns textos que grande parte dos teólogos utilizam para definir o que é a Grande Comissão da Igreja e fazer referência à sua natureza, amplitude e complexidade.

Mateus 24:14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

Mateus 28:18-20 “E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-Me dado todo o poder no céu e na terra.” Portanto ide, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.

Marcos 16:15-18 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em Meu nome expulsarão os demónios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.”

Lucas 24:45-48 “Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos, E em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas.”

João 20:21-23 “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.”

Actos 1:8,9 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há-de vir sobre vós; e ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra. E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.”

2. O Evangelho do Reino e o Evangelho da Igreja.

Terá que ler o meu blog sobre o Reino de Deus e a Igreja de Cristo para melhor compreender a minha posição sobre este assunto.

Há teólogos que dizem que os textos citados no parágrafo anterior só estão ligadas à comissão dada aos "11" discípulos que eles chamam a comissão do Evangelho do Reino, e não à comissão dada aos "12" discípulos e à Igreja "a chamada grande Comissão dada à Igreja". 

Portanto, dizem que a comissão dos "11" referida nestes textos não dizem respeito à Comissão do apóstolo Paulo e da Igreja.

Vou procurar explicar em baixo os aspectos em que eu concordo com estes teólogos e os aspectos em que eu não concordo com eles: 

Aspectos em que eu concordo com o ponto de vista dos teólogos citados no parágrafo anterior:

Eu concordo com eles, quando dizem que não podemos aplicar tudo o que vem nos Evangelhos e no Livro de Actos à dispensação da Igreja. Aquilo que nos Evangelhos e no livro de Actos é meramente descritivo (história) e não prescritivo (doutrina) e aquilo que ainda está ligado a questões da lei e ritualismo mosaico, deve ser interpretado dentro do seu contexto e não fazermos aplicações erradas para a Igreja.

Por exemplo, na comissão dada aos "11" o Senhor Jesus está a falar também do Evangelho do Reino que será estabelecido na terra quando da 2ª vinda de Cristo. 

Quando falamos do estabelecimento do Reino de Deus na terra podemos dizer:

O Reino de Deus é estabelecido AGORA, pois Jesus já veio, mas NÃO AINDA completamente, pois Jesus ainda não voltou! Não há Reino sem Rei. Só quando o Rei voltar dos céus, o seu Reino será completamente estabelecido nesta terra. 

Portanto o Evangelho do Reino que vemos falado nos Evangelhos e do qual os 11 discípulos de Jesus foram comissionados a pregar, está também a fazer referência ao estabelecimento do Reino de Deus na terra, não quando Jesus veio a 1ª vez, pois foi rejeitado e crucifcado, mas quando voltar a 2ª vez para julgar e reinar.

Estes teólogos e eu também, repudiamos os ensinamentos que pretendem que os dons miraculosos e os acontecimentos no tempo do Messias e no livro de Atos dos Apóstolos devem ser completamente restaurados e acontecerem hoje. Estes ensinamentos extremistas deturpam as Escrituras.

Não estou a dizer que Deus não age sobrenaturalmente e com milagres. Claro que Deus continua a agir sobrenaturalmente neste mundo e efectuando milagres.                                                                                                                                                                                      
Mas, acho que é errado dizer que pelas nossas mãos, nós podemos operar os mesmos milagres e ainda maiores que os discípulos comissionados por Cristo fizeram e podemos mesmo fazer milagres maiores que o próprio Cristo fez. Como dizem por exemplo Bill Johnson e outros pregadores. Veja no meu blog sobre Bill Johnson!

Nós devemos considerar que as Escrituras Sagradas ainda não estavam terminados nos tempos dos Evangelhos e de Actos dos apóstolos. Desta forma, os sinais e prodígios nos Evangelhos e o enchimento e as revelações espirituais durante o Pentecostes e nos dias primitivos da Igreja, acompanhado de muitos sinais, prodígios e maravilhas, faziam parte da época em que o messias veio à Terra e a época inaugural da descida do Espírito Santo à Terra.

Além disso, não estando ainda as Escrituras completas, é possível que muitos desses milagres e revelações tivessem a função de fazer com que os primeiros discípulos, mais parte apóstolos, ficassem completamente debaixo do controlo do Espírito Santo, afim de que não houvesse a possibilidade de nenhum erro afectar a redação das Escrituras Sagradas, que só acabou alguns anos depois do Pentecostes.

Nos textos acima citados, há alguns aspectos desta comissão dada por Cristo que estão ligados à comissão  dos "11" de irem pregar o Evangelho do Reino. Aliás, não podemos esquecer que a comissão é dada primeiramente a eles e eles ainda não viviam dentro da dispensação da Igreja. 

Por isso vemos que durante a sua comissão havia práticas que estavam estrictamente ligadas àquela dispensação dos "11" díscipulos, antes da dispensação da Igreja. Por exemplo, a prática do Batismo como remissão de pecados, pegar em serpentes venenosas, beber veneno, impôr as mãos nos doentes e curá-los instantaneamente como vemos em Marcos 15, isto está muito ligado à missão dos "11" é claro. 

Além disso tudo, eu creio que a profecia em Mateus 24:14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim" não terá o seu cumprimento completo na era da Igreja.

O completo cumprimento desta profecia e de outras iguais, só acontecerá depois da Igreja ser arrebatada e o Evangelho do Reino ser pregado finalmente a todas as nações durante a primeira parte da tribulação - 3 anos e meio, pelos 144.000 e todos aqueles que se converterem e depois será pregado às restantes nações e línguas pelos 144.000 e também pelas 2 testemunhas já na segunda parte da tribulação, que será a pior parte da Tribulação, pois a Besta abandonará o tratado de paz que fez com Israel e passará ao ataque. Apocalipse 6 a 11.

E depois do Anti-Cristo se manifestar contra estas 2 testemunhas e contra os crentes daquele tempo, perseguindo-os e matando-os, vemos em Apocalipse que logo a seguir à ressureição das 2 testemunhas o Senhor Jesus descerá dos céus com toda a Igreja e os seus anjos, para fazer guerra à besta, prender satanás e estabelecer o Reino de Deus na terra por 1000 anos em cumprimento a todas as profecias antigas. Apocalipse 19 e 20.

Nunca podemos esquecer que o Reino de Deus só descerá completa à terra, quando o Rei dos Reis e o Senhores dos Senhores, que foi rejeitado pelos seus na sua primeira vinda, mas vai voltar à terra para julgar o mundo e reinar na terra, na sua sª vinda.                                                                                           
Mas há alguns aspectos em que eu não concordo com estes teólogos:

Eu não concordo com eles quando dizem que nos chamados textos da Grande Comissão, Cristo não está a fazer qualquer referência à comissão dada da Igreja. Acho que isto é colocar a mensagem dos Evangelhos e do início do livro de Atos dentro de uma dispensação muito rígida e desvirtuar a mensagem que Cristo.

Eu penso que é verdade que Cristo se apresenta nos Evangelhos como o Rei dos judeus e virá um tempo em que os judeus irão acreditar no Evangelho do Reino e o Reino de Deus será implantado na Terra, com Cristo reinando em Jerusalám. 

Mas, nos evangelhos, Cristo se apresenta também como o salvador e redentor de todo o mundo. Vemos nos Evangelhos que Ele também revela que veio morrer e ressuscitar segundo as escrituras, para quem Nele crer ter a Vida Eterna. 

Os textos são claros, pois vemos que Jesus ordenou também que em seu nome se devia pregar o arrependimento e a remissão dos pecados a todas as nações. Ele diz também "pregai o Evangelho a toda a criatura", "este evangelho será pregado a todas as gentes", "ser-me-eis minhas testemunhas até aos confins da terra", "fazei discipulos", "batizando-os em nome do pai, e do Filho e do Espírito Santo". 

De que Evangelho ou comissão Jesus está a fazer referência ao utilizar estes termos?

Jesus está certamente a falar do Evangelho do Reino nestes textos, mas certamente que os termos específicos que vemos em cima, dizem também respeito ao Evangelho da Igreja.

O Evangelho do Reino de Deus é eterno, e já aparece revelado no Antigo Testamento, e as Escrituras revelam que Jesus virá estabelecer durante 1000 anos o Reino de Deus na terra depois da Igreja ter sido arrebatada, momento em que Ele reinará em Jerusalém. 

O Evangelho da Igreja que não tem em primeiro lugar um alvo terreno, o de estabelecer o Reino de Deus na terra, tomando o lugar das estruturas sociais terrenas, é no entanto parte integrante do Evangelho do Reino. 

O primeiro alvo do Evangelho da Igreja é de estabelecer espiritualmente o reino de Deus no coração daqueles que crerem em Jesus e formar o corpo universal de Cristo na terra, que a Bíblia chama de Igreja.

Portanto, todas as passagens nos Evangelhos referidas em cima, incluindo o capítulo um de Atos, falam de uma comissão que está ligada ao estabelecimento do Reino de Deus na terra sobre as estruturas humanas, o que irá acontecer no futuro, e ao mesmo tempo fala de uma comissão que está ligada ao estabelecimento da Igreja de Cristo na terra.

Mas ao contrário destes teólogos que acho serem um pouco estreitos, eu creio que o Poder prometido com a descida do Espírito Santo para irmos pregar o Evangelho a toda a criatura, está também à nossa disposição nos dias de hoje.

Este poder não irá agir (e nisto concordo com esses teólogos como já disse nos parágrafos anteriores), da forma espectacular e sobrenatural como agiu nos tempos de Cristo, dos discípulos, mais tarde apóstolos, mas eu creio que ainda está disponível hoje, se formos fiéis à ordem da Grande Comissão procurando atingir os perdidos. Iremos certamente assistir a manifestações sobrenaturais de Deus ligadas à proclamação do Evangelho.

De toda a maneira, será que uma pessoa converter-se não é um milagre? E uma família ser completamente restaurada por Deus, não é um milagre? E vigaristes, ladrões, prostitutas, drogados, alcoólicos, homosexuais, arrogantes, vaidosos entregarem a Vida a Cristo? E o Evangelho penetrar nos meios mais distantes, em culturas completamente afastados de Cristo, não é por si mesmo um milagre? E acredito mesmo que milagres de carácter visível mais miraculoso poderão acontecer se formos fiéis e obedientes à Obra da Grande Comissão.




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