terça-feira, 28 de novembro de 2017

Desenvolvendo a Obra da Grande Comissão

Se quiser ver o post inteiro sobre a Grande Comissão click no seguinte site:


I I.  Desenvolvendo a Obra da Grande Comissão.  

A. A Oração pela Grande Comissão

Mateus 9:37,38 "Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. A seara é realmente grande, mas pouco os ceifeiros. Rogai pois ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a Sua seara".

Rogai pois ao Senhor da Seara.
Oração para haver crentes que estejam dispostos a aceitaram a chamada para irem para o campo missionário, dentro e fora do seu país. Podemos orar para Deus criar desejo para haver muitos crentes dispostos a tirarem as suas férias para visitarem certos locais dentro do seu país e outros países aonde o Evangelho aonde à pessoas ainda não alcançadas. Orar também para outros irem como missionários a curto termo. Tudo isto contribuirá para a obra de evangelização nacional e internacional crescer.

Mateus 9:35-38 "A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros; rogai, pois, ao Senhor da seara para que mande ceifeiros para a Sua seara."

Podemos orar para Deus derrubar os obstáculos postos pelo diabo e pelos inimigos do Evangelho. Além disso, podemos também orar para Deus trabalhar na vida daqueles que estão em posição de autoridade dentro e fora do nosso país, segundo a exortação em

I Timóteo 2:1-3 "...que se façam orações...pelos reis e por todos os que estão em eminência..."

Nem todos os crentes irão para o campo missionário, mas todos os crentes podem orar e contribuir financeiramente ou através de outras dormas para o campo missionário e todos os crentes deviam também estarem envolvidos no mínimo no evangelismo local e regional das suas Igrejas. Oremos por isso.

I Coríntios 16:1-3 "1 Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. 2 No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar. 3E, quando tiver chegado, mandarei os que por cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém" 

Oremos para Deus dar visão do mundo ainda não alcançado, seja dentro ou fora do nosso país e continente. Oremos pelas missões e organizações já existentes e para aquelas que se estão formando e outras que poderão se formar ainda, com vista a alcançar o mundo perdido dentro e fora do nosso país e continente.

B. Criando interesse nas Igrejas pela Grande Comissão.

João 4:35 "Levantai os vossos olhos... vede as terras que já estão brancas para a ceifa".

Os líderes nas Igreja devem motivar os crentes a orarem pelo evangelismo local, nacional e transcultural e a contribuirem financeiramente para o progresso do mesmo. Devem também motivar os crentes a envolverem-se no evangelismo local e regional e a estarem dispostos a responderem a uma chamada para envolverem-se em evangelismo nacional e transcultural.

Mas além da motivação, os líderes devem criar estruturas, programas e actividades para facilitar o envolvimento dos crentes na Grande Comissão de Cristo, e desta forma os crentes estarem dispostos a orarem, contribuirem e a evangelizar com mais efectividade.

As Igrejas todas deviam ter no mínimo um departamento de evangelismo e um outro departamento para missões. Deviam também fazer ligações com outras Igrejas, organizações e missões com quem a igreja local, ou a denominção podem colaborar com vistas a equipar a igreja para o seu envolvimento no evangelismo local, regional, nacional e transcultural.

C. Equipando a Igreja para o Evangelismo

1. Diferenciando Evangelização de Evangelismo

Evangelização em todo mundo, a todo o homem e ao homem todo.
Temos que saber diferenciar a evangelização do evangelismo. O acto da evangelização inclui toda a obra missionária feita em "Jerusalém, como em Judeia e Samaria, até aos confins da terra. Inclui também a Evangelização integral do homem inteiro pelo Evangelho-como-palavra, Evangelho-como-obra e o Evangelho-como-sinal. A Evangelização inclui tudo o que está ligado com a Grande Comissão de Cristo seja local, seja transcultural.

O Evangelismo fala do meio e das formas de contactar pessoalmente as pessoas e os grupos durante a evangelização. Os crentes pessoalmente e as Igrejas devem ser equipadas para o evangelismo. O mesmo podemos dizer de organizações e agências que têm o objectivo de evangelizar as pessoas. Os seus agentes devem ser treinados para o evangelismo e saber integrar o Evangelismo dentro das respectivas estratégias de grupo.

O Evangelismo deve estar no coração de qualquer estratégia de grupo. Um estratégia de grupo que não incluia o evangelismo, ou o ponha no centro, é uma estratégia fraca.

Por exemplo, uma estratégia onde o alvo central é dar apoio social, na esperança que as pessoas ao serem tocadas pelo apoio social se voltem para Cristo, onde se fala de Cristo, mas que não se prega o Evangelho é uma estratégia fraca.

Podemos dizer o mesmo de uma estratégia onde se coloca toda a ênfase nos dons do Espírito Santo, na esperança que as pessoas sejam tocadas por um toque sobrenatural de Deus e se voltem para Cristo, mas que não se prega o Evangelho é uma estratégia fraca.

Não estou a dizer que não se deve fazer acção social, claro que se deve, ou que não devemos esperar toques sobrenaturais de Deus na vida das pessoas, claro que devemos orar muito e esperar que Deus se revela sobrenaturalmente à pessoas, mas nada disso deve ocupar o lugar central do Evangelho.

O Evangelho-como-palavra, O Evangelho-como-obra, O Evangelho-como-sinal,em si mesmo são um todo inseparável, devem funciona juntos, mas como há sempre um centro em tudo, o Evangelho-como-palavra é o centro do TODO, é o centro da Evangelização integral do homem inteiro.

2. Há diversas formas e métodos de evangelismo:

O Evangelismo pessoal, de grupo e de massa. Que pode ser feito através do contacto pessoal um a um, ou através da pregação ou mesmo de outros meios como os midia onde se procura atingir os grupos e mesmo as massas.

O Evangelismo fala sempre do Evangelho-como-palavra, não importa o seu formato. Os fundamentos do Evangelho são colocados dentro de um formato que é apresentado às pessoas que estão a ouvir e a ver.

Normalmente todo o evangelismo segue o esquema em baixo composto de 4 etapas:

1. Introdução (preparação do ambiente)

2. Evangelho (apresentação do Evangelho)

3. Decisão (desafiando a pessoa para a decisão)

4. Acompanhamento imediato (procurando seguir as pessoas que tomaram uma decisão ou  ostraram interesse)

Se o evangelismo for pessoal, este esquema é segudio através de uma conversa pessoal, se for a nível de uma reunião podemos utilizar dentro do esquema a música, testemunhos a acompanharem a pregação e apelo à conversão. Podendo-se fazer mesmo se o evangelismo estiver a ser feito através dos mídia.

Há também diversos métodos e alguns deles estão adaptados ao grupo que queremos atingir. Coloco alguns métodos dos mais simples em baixo:

Evangelismo Explosivo: http://www.eeinternational.org/pages/page.asp?page_id=23717

Como posso ir para o céu: http://religiao-filosofia.blogspot.com/2010/02/sobre-as-linguas.html 

The Way of the Master: http://www.youtube.com/watch?v=Z6t0s7fpg1M

O Sr Boa Pessoa: http://religiao-filosofia.blogspot.com/2011/05/ceu-ou-inferno.html

As quatro leis espirituais: 

http://www2.uol.com.br/bibliaworld/evangel/4leis/

http://www.gotquestions.org/portugues/Quatro-leis-espirituais.html

http://www.youtube.com/watch?v=5l6yG85yzc0

 3. Evangelismo local, regional e nacional e evangelismo transcultural

O Evangelismo transcultural é mais complexo!
É claro que o evangelismo local é o mais simples, pois não involve o conhecimento que se deve ter de outras culturas, costumes e línguas.

Normalmente falando, para uma Igreja ser efectiva  no evangelização local, deve equipar os membros com um método de evangelismo pessoal, para as pessoas poderem evangelizar os seus familiares, amigos, colegas e pessoas que vivam dentro das suas comunidades.

Além disso a Igreja local deve ter uma estratégia de evangelização, onde pode incluir as estratégias de grupo, e para isto terem um progama de actividades de evangelização. Pode incluir grupos de evangelismo que vão para as ruas e casas evangelizar as comunidades vizinhas e mais distantes. Campanhas de distribuição de literatura porta a porta. Reuniões ao ar livre. Reuniões de Evangelização dentro da Igreja, em que podem incluir até um filme, uma banda musical, um pregador de fora. Campanhas de evangelização com equipes que vêm de fora para ajudar na evangelização local da Igreja. Jantares, almoços e pequenos almoços evangelísticos, encontros de casais e evangelização de adultos e jovens e crianças através retiros evangelísticos e diversos eventos.

A Igreja local deve estar na medida do possível cooperando sempre com a sua denominação, convenção e com o corpo de Cristo em geral durante a evangelização, pois estas corporações maiores podem ajudar a Igreja Local de muitas maneiras.

Mas, quando pensamos numa evangelização mais nacional e transcultural, a Igreja local terá que se associar e cooperar ainda mais com o corpo de Cristo em geral para poder ser efectiva neste tipo de Evangelização.

O Corpo de Cristo todo precisa das células locais para espalhar a sua influência pelo mundo. Da mesma forma as células locais precisam do corpo todo para poder ser unfluente.Uma Igreja local, não precisa forçosamente de ser grande, mas sim de ser eficiente.

Para uma Igeja local ser eficiente tem que aprender a trabalhar em cooperação com o corpo todo. Uma Igreja local pequena que trabalhe em cooperação com o corpo de Cristo, contribui mais para o crescimento do Corpo de Cristo mundial, do que uma igreja local maior que está a trabalhar desassociada do corpo do corpo de Cristo.

É por esta razão que não devemos ter muita ilusões sobre as megas Igrejas. Elas não estão a ajudar o Corpo de Cristo a crescer como um Todo. Elas estão simplesmente a crescer sozinhas e na maior parte das vezes a custo das outras Igrejas. Para uma Igreja tornar-se "mega" tem que matar muitas células, da mesma forma que para uma pessoa ser rica tem que haver muitos pobres.

Portanto, a Igreja local só pode ser eficiente na oração e contribuição financeira para o envio de missionários e ser eficiente no próprio envio de missionários se estiver a ter uma boa cooperação com o Corpo Universal de Cristo.

Há muitos meios ou estratégias que a Igreja local não tem acesso ou à sua disposição, quando se fala de uma evangelização mais distante, mais nacional ou transcultural, precisa da ajuda do corpo se quiser envolver-se neste tipo de evangelização mais distante.

E mesmo na evangelização local, a Igreja local precisa de meios e estratégias que o Corpo de Cristo possui e pode colocar à disposição da Igreja local.

D. Equipando  a Igreja para o seguimento e o discipulado

Quando se fala de seguimento imediato e discipulado, as Igrejas têm que considerar algumas categorias de pessoas e outros aspectos a considerar no trabalho de acompanhamento das pessoas.

1. O acompanhamento imediato dos interessados 

Seguindo as pessoas interessadas
Nós dissemos artrás que normalmente todos os tipos de evangelismo seja pessoal, seja de grupo ou de massa, segue um esquema de 4 etapas que colocamos de novo em baixo:

1. Introdução (preparação do ambiente)

2. Evangelho (apresentação do Evangelho)

3. Decisão (desafiando a pessoa para a decisão)

4. Acompanhamento imediato (procurando seguir as pessoas que tomaram uma decisão ou  mostraram interesse)
Quando chegamos à 3ª etapa, pois conseguimos percorrer a 1ª etapa que é a Introdução e passamos para a 2ª etapa em que apresentamos o esboço do Evangelho, chegamos 3ª etapa que é a decisão, onde fazemos um apelo à decisão ao indíviduo com quem estamos a falar ou a um grupo de pessoas que nos estão a ouvir na rua ou numa reunião de evangelização, ou então a alguém que esteja a ler um post num site ou blog ou um artigo num folheto ou jornal evangélico, ou estão a seguir através de um vídeo, filme ou mesmo na televisão.

Nesta altura do esquema, depois do apelo à decisão, nós temos que guardar o contacto das pessoas que oraram connosco ou que mostraram interesse. Se o meio não der para ter um contacto pessoal com as pessoas, temos que dar a oportunidade para a pessoas responder preenchendo alguma coisa que nos poderá enviar pelo correio ou mesmo por email.

Temos que manter o contacto com os interessados e até alguns que se converterm e procurar segui-los utilizando os diversos meios à nossa disposição.

No esboço do Esquema do Evangelismo Explosivo, depois da pessoa orar connosco ou mostrar interesse, nós marcamos uma visita, ou encontro, telefonema, email etc uma semana depois. É aquilo que o Evangelismo Explosivo chama de "a visita dos 7 dias".

Este encontro com a pessoas 7 dias depois é muito importante. Mesmo que a pessoa não tenha orado connosco quando a desafiamos para aceitar a Cristo. Se ela mostrou interesse, temos que fazer o seguimento imediato.

O quê que podemos fazer com a pessoa na  "a visita de 7 dias" ou no seguimento imediato?

Podemos fazer diversas coisas, como por exemplo: fazer uma recapitulação das 4 etapas do evangelismo e ver se a pessoa compreende e está disposta a tomar a decisão para Cristo. Ou podemos propor um estudo bíblico uma vez por semana ou todos os 15 dias e estudar 4 a 8 lições baseadas no Evangelismo. O Evangelho S.João é muito bom para isto ou podemos estudar bem as 4 leis espirituais.

Isto são somente algumas ideias, mas há muitas outras opções.

2. O acompanhamento imediato dos convertidos

Se uma pessoa orou connosco ou numa actividade evangelística qualquer preencheu um formulário de decisão e enviou-nos, ou então entrou em contacto connosco fazendo referência à decisão que tomou para Cristo, esta pessoa tem que ser imediatamente seguida.

E o que podemos fazer com ela?

Fazendo discípulos
Devemos começar um curso básico de discipulado em que iremos começar a preparar a pessoa para começar a viver os princípios cristãos na sua vida diária, fugindo do pecado,  lendo a Bíblia e a orando todos os dias e começar a ir a uma Igreja, batizando-se, tornando-se membro da Igreja e começando a aprender a testemunhar para Cristo.

Se .a pessoa seguir bem a primeira etapa do discipulado, poderemos começar um discipulado mais aprofundado, aonde poderemos começar a falar em profundidade na santificação, salientando os frutos do Espírito Santo (Galátas 6)  na Igreja Corpo vivo de Cristo (I Corintios 12 e 14, Romanos 12, Efésios 4:1-16), para a pessoa começar a compreender qual é a sua função na Igreja local e podemos começar a ensinar como a pessoa pode testemnhar para Cristo.

Multiplicação de Igrejas .
Multiplicação de discípulos

O discipulado não para aí, mas continua até a pessoa estar a reproduzir fruto, trazendo pessoas para Cristo, discipulando e preparando-as por sua vez, para a obra do ministério e assim iremos ver Igrejas nascerem, crescerem e multiplicarem-se por todo o mundo. 

A multiplicação de discipulos sempre leva à multiplicação de Igrejas por todo o mundo. Nunca podemos esquecer que Cristo começou esta obra com 12 discípulos, e hoje a Obra de Cristo está espalhada por todo o mundo e a penetrar aos poucos nas zonas aonde ainda exisitem povos não alcançados.  

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Férias em Portugal na Costa Vicentina Algarve

Podem ver a casa Naturpi para alugar para férias na Costa Vicentina no Algarve.


Luis e Sofia

Holiday in Portugal - Vicentine Coast Southwest Algarve


If you are looking for a nice holliday in Algarve

Give a look to Naturpi home in Southwest - Vicentine Coast 

http://naturpi.com/

Luis e Sofia

terça-feira, 15 de agosto de 2017

DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO

DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO

I.          INTRODUÇÃO

É  o casamento uma união dissolúvel diante de Deus ou não?

Esta é a grande questão!

Será que aos olhos de Deus qualquer que contrair uma nova união enquanto o seu cônjuge estiver vivo, está cometendo adultério?

Alguém que vem de um cultura polígamo pode ter muitas mulheres, mas pertencerem somente a ele, enquanto que alguém de uma cultura monógamo que se divorcia e casa outra vez, pode ter várias mulheres que aos olhos de Deus pertencem a outros, se a morte for o único meio que a Biblia apresenta para a dissolução do casamento.

Neste artigo  eu defendo que o conceito cristão do casamento é a união entre duas pessoas para toda a vida. E não aceito o conceito secular moderno que defende que  casamento é somente um relacionamento, cujo o ideal será os dois ficarem unidos para toda a vida, mas que pode ser terminado se com tempo o relacionamento se tornar perturbante e discordante.

Quando falamos em casamento temos que serparar IDEAIS de PADRÕES. Os IDEAIS são para serem atingidos, os PADRÕES sao para serem cumpridos.

Eu penso que devemos ter cuidado quando defendemos o divórcio e um novo casamento utilizando o ponto de vista da compaixão como base.

E o casamento de homosexuais e lésbicas, vamos defendê-lo utilizando o argumento da compaixão? Não. Porque não?

Este argumento da compaixão pode ser utilizado para outros dilemas de natureza ética e doutrinal, e defendermos como por exemplo, o aborto e a eutanásia e até rejeitarmos o conceito bíblico sobre o inferno, baseando-nos também neste argumento da compaixão.

Ao começar esta introdução desta forma, eu reconheço no entanto que não é muito fácil formarmos uma doutrina bíblica sobre esta questão do Divórcio e o Novo casamento e, por essa razão, eruditos da Biblia, homens de Deus e honestos tem diferentes posições.

Alguns acham que a Biblia permite a dissolução do casamento e a possibilidade de alguém tornar a casar, pelo menos em alguns casos.

Ao saber disto, apesar de ter a minha opinião, eu respeito a opinião dos outros e se alguém na minha Igreja divorciar-se e tornar a casar eu não lhe retirarei a minha amizade e o meu apoio espiritual apesar da minha discordância teológica sobre o assunto.

Por ser um assunto muito delicado com diferentes opiniãos, eu convido os meus leitores a fazerem primeiramente uma leitura dos textos e depois então é que passarei àm minha argumentação.

II. LEITURA E ANÁLISES DOS TEXTOS BIBLICOS

A. Leitura dos textos.

Ler e observar os textos.

O que dizem sobre sobre dissolução e indissolução do casamento?
O que dizem sobre monogamia e poligamia?
O que dizem sobre divórcio?
O que dizem sobre a mulher repudiada e sobre o adultério?
1. Antigo Testamento
2. Evangelhos
3. Epístolas.

B. Sumário dos textos.
Fazer um pequeno sumário do texto.
O observar o que está a dizer o texto.

1. Antigo Testamento.
a) Gênesis 2:22-25
b) Êxodos 20:14, 22:16-17
Deuteronómio 22:13-20, 24:1-4
d) Levitico 18:6-30, 19:19-22, 20:10-21
e) Esdras 10
f) Malaquias 2:16
g) Oseias 3:1-5

2. Os Evangelhos
a) Mateus 5:27-332
b) Mateus 19:1-12
c) Marcos 10:1-12
d) Lucas 16:18
3. Epistolas.

a) Romanos 7:1-3
b) I Corintios 5:1
c) I Corintios 6:12-20
d) I Corintios 7:10-15, 39
e) Efésios 5:30-31

O nosso grande risco na observação e interpretação dos rtextos biblicos, são os nossos preconceitos e tradições que herdamos da nossa educação e meio ambiente e que nos influenciando bastante, podem-nos conduzir a uma Hermenêutica que me leva a interpretar o que eu acho e não que o escritor está a dizer. 

A Hermenêutica leva-me a interpretar o que o escritor está a dizer e não o que eu acho.

Claro que todos nós temos a tendência de deixar passar somente aquilo que o nosso filtro psicológico filtra.

A questão do casamento e divórcio envolve níveis sociais, emocionais e psicológicos, assim como influências profundas e complexas vinda dom nosso meio ambiente, que não nos permitem fazer uma análise completamente livre de quaisquer compromissos. 

É mesmo por esta razão que temos que descansar nos padrões dados por Deus na Sua Palavra. Se assim não for poderemos tomar decisões erradas a nosso respeito ou a respeito de pessoas a quem podemos estar a aconselhar.

Por isso temos que procurar ser o mais honestos possíveis seja connosco próprios, seja com a Bíblia.

III. OS 6 GRANDES PONTOS DE VISTA SOBRE ESTE TEMA:

1. Dos nossos primeiros pais da Igreja

A maior parte deles aceitava:

Que houvesse separação dos cristãos dos seus cônjuges que cometessem adultério, como algo permitido por Cristo, baseando-se em Mateus 19:9.

Mas, eles não acreditavam que a separação da vida conjugal pudesse de forma alguma dissolver o laço do casamento.

Por isso, para eles, os cristãos que se apartassem dos seus cônjugues deviam ficar sós, segundo I Coríntios 7:11. Se se casassem outra vez cometiam adultério e quem casasse com a repudiada (o) também cometia adultério.

2. Ponto de vista Erasmiano

O ponto de vista dos pais da Igreja durou até ao sexto século, até que apareceu Erasmo qu sugeriu um ponto de vista diferente, que foi adoptado pelo teólogos prostestantes.
Temos que salientar que Erasmo era um "humanista por exclência" e que a sua teologia era muitas vezes mais baseada no humanismo do que nos textos bíblicos.

Ele nunca foi um teólogo académico, mas sim um teólogo pragmático que era devotado ao seu mestre no serviço ao seu semelhante. Erasmo escreveu que não acreditava que Cristo tivesse deixado ao lado inocente a possibilidade de separação, mas não a possibilidade de casar-se de novo. Ele achava que isto seria muito cruel.

Acerca dos pontos vista modernos que aderem à doutrina Erasmiana, primeiramente temos o de J.Murray que defende que somente o adultério Mateus 19:9 ou a desertação I Coríntios 7:15 dá lugar para um divórcio total com direito a novo casamento. 

A seguir temos muitos outros teólogos que defendem que o significado da palavra "porneia" é muito mais largo que adultério e que, portanto, Mateus 19:9 permite divórcio e novo casamento na base de um leque de pecados muito mais largo.

3. O Ponto de vista da infedilidade durante o “desposamento”

Este ponto de vista concorda que Mateus 5:32 e 19:9 permite a dissolução de um casamento não válido, mas não o divórcio com direito a casar de novo num casamento válido. 

Está ligado às leis do casamento judaico, em que havia um período antes das bodas, em que legalmente já eram considerados casados embora o casamento ainda não estivesse consumado, e a infedilidade neste momento já era considerada adultério e punida como tal. Uma carta de desquite já era necessária em caso de quererem dissolver a união, que ainda não estava consumada. José e maria viviam nesta situação na altura em que ela ficou grávida.

Para este ponto de vista , a palavra "porneia" referia-se ao pecado específico cometido durante este período do casamento judaico.

Para este ponto de vista, Marcos 10:6-9, 11, 12 cita a proibição total de Jesus ao divórcio e do direito a um novo casamento, mas em Mateus 19:9, devido aos judeus que formavam a audiência, Jesus cita a única excepção: que era o direito ao divórcio e a um novo casamento, em caso de fornicação, na altura em que embora já considerados como marido e mulher ainda só estavam "desposados". 

Por outras palavras, como o casamento ainda não estava consumado, não era completamente válido, podendo ser interrompido em caso de fornicação de um dos pares.

4. O Ponto de vista dos casamentos ilícitos

Neste ponto de vista, Jesus em Mateus 5:32 e 19:9 está unicamente a citar impedimentos para que fazem que um casamento não seja válido e não a dar razões para dissolver um verdadeiro casamento. Este ponto de vista mantém como os pontos de vistas anteriores, excepto o de Erasmo, uma total rejeição de divórcio e novo casamento, num casamento que seja considerado válido.

Para alguns a palavra "porneia" refere-se a casamentos ilícitos contraídos por pessoas dentro dos diversos graus de consanguinidade e afinidade proibídos em Levitico 18:6-18.

Neste caso, os gentios não cristãos, que já tivessem contraído este tipo de casamento que era proibido pela lei, podiam dissolvê-lo, por não ser válido. A palavra "porneia" aparece no decreto de Jerusalém declarado para a Igreja referido em Actos 15:20-29; 21:25 e I Crointios 8:1 referindo-se a um incesto entre filho e mãe.

Para outros, esta palavra "porneia" refere-se aos csamentos entre judeus e gentios, que era proibido pela Lei.

Estes utilizam Esdras 10:2, 10,11, 17-19, para defender que pode-se dissolver um casamento não válido perante a Lei Mosaica.

5. O Ponto de vista preteritivo ou “ou não comentado”

Este ponto de vista é bastante diferente dos outros que já vimos, sobre a cláusula exceptiva de Cristo em Mateus 19:9.

O ponto de vista dos primeiros pais, considera a cláusula exceptiva como dando direito à separação, mas não ao divórcio e a um novo casamento.

O ponto de vista de Erasmo considera que a cláusula exceptiva dá direito ao divórcio e a um novo casamento em caso de adultério.

O ponto de vista do "desposamento" e dos "casamento ilícitos", sustentam que Jesus está falando de casamento não válidos e que por isso podem ser anulados, mas não apoiam a anulação de um csamento válido.

No ponto de vista preteritivo eles tomam a frase:

“não sendo por causa da prostituição", pela frase "pondo de parte o caso da prostituição" referido em Deuteronomio 24:1.

Porquê?

Porque este ponto de vista acha que primeiramente os fariseus queriam tentar a Jesus, perguntando se Jesus estava a favor de Shammai ou Hillel. Shammai defendia um divórcio e eventualmente um novo casamento por qualquer motivo, mas Hillel o casamento só podia ser dissolvido por um motivo, ou seja no caso de "porneia" ou "fornicação". 

De certo modo eles querem saber qual era a interpretação de Jesus sobre Deuteronomio 24, se se colocava ao lado de Shammai ou de Hillel.

Mas como Jesus não se colocou do lado de nenhum dos dois, mas antes afirmou a indissolubilidade do csamento citando Gênesis 2:24 "no princípio, quando o casamento foi estabelecido, não foi assim", logo a seguir os fariseus fazem uma nova pergunta, desta vez sobre a lei: "Então porque Moisés mandou dar carta de divórcio"?

Vemos claramente que eles não somente querem saber a opinão de jesus, mas estão a tentar para Jesus para ver se ele peca contra a Lei de Moisés e terem alguma coisa para o acusar.

"Então porque Moisés mandou dar carta de divórcio"?

A esta pergunta, Cristo responde, não forçosamente aos fariseus, comentando Deuteronomio 24:1, dizendo que "aquele que deixasse a sua mulher e casasse com outra, comete adultério, e quem casar com a repudiada comete adultério também". 

Ele não responde completamente aos fariseus dizendo de que lado ele se colocava, se ao lado de Shammai ou do lado de Hillel, mas é somente em Marcos 10:10-12 que compreendemos o que ele disse em Mateus 19:9, quando sozinho com os discípulos ele disse-lhes clarmente que não há qualquer motivo para divórcio e um novo casamento (num casamento válido é claro), nem a infedilidade.

A infedilidade pode sim dar lugar à separação, mas não dissolve o casamento dando lugar a um novo casamento. É somente aqui sozinho com os discípulos que Jesus esclarece completamente o seu ponto de vista que não alinha nem com Shammai, que fala em muitos motivos, nem Hillel que fala num só motivo a "fornicação".

Por essa razão chama-se de "não comentado" aos fariseus na sua totalidade mas depois completamente elucidado aos seus discípulos. De facto Jesus falou muitas vezes em parábolas ou enigmaticamente com a multidão e os fariseus, mas, a seguir, claramente aos discípulos.

6. O Ponto de vista histórico-tradicional

Para este ponto de vista há uma certa contradição nos textos dos Evangelhos sobre este assunto. Contradições entre Mateus e Marcos e contradição mesmo no próprio texto de Mateus 19:1-11, e acreditam haver certas adições. 

Mas, o que é certo é que o antigo ponto de vista histórico-tradicional tinha a tendência em interpretar Mateus 19:9 segundo o ponto de vista de Erasmo, que afinal acentua que Cristo está de facto a falar de uma cláusula exceptiva que pode conduzir ao divórcio e a um novo casamento, que afinal é o adultério em que um dos cônjuges cai na fornicação dissolvendo desta forma o casamento e deixando o lado inocente livre para efectuar um novo casamento.

I V. CONCLUSÃO DO ASSUNTO:

Irei tentar fazer um sumário e balanço o mais exacto possível dos textos bíblicos acima referidos:

Parece que de facto no Antigo Testamento somente Deuteronomio 24:1 fala da possibilidade de divórcio.

Mas, por sua vez, vemos no Antigo  Testamento uma clara afirmação daquilo que Deus pensa do divórcio, em Malaquias 2:16  "Porque o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio".

No Novo Testamente Jesus afirma claramente em Mateus 19:8 "Moisés, por causa da dureza dos vossos corações permitiu repudiar as vossa mulheres, mas no príncipio não foi assim", ou seja Deus Instituiu um casamento que não pode ser dissolvido.

Vamos ver Mateus 19:1-8:

Quando eles perguntaram v 1-3 "É lícito o homem repudiar a sua mulher, por qualquer motivo", Jesus respondeu v4-6 "Não tendes lido o que Deus disse "o que Deus ajuntou não o separe o homem". Por outras plavras Jesus disse "Não, não há nenhum motivo para que o homem repudie a sua mulher".

Mas os fariseus contra atacaram v7 "Então porque mandou Moisés dar carta de divórcio, citando Deuteronomio 24:1.

Jesus retorquiu v8 "Por causa da dureza dos vosso corações".

     A. Textos  Antigo Testamento que falam contra a permissão de repúdio dada por Moisés:

1   Gênesis 2:22-25 que revela que o casamento é uma união permanente e indissolúvel instituída por Deus
2  
      Malaquias 2:16 "Que Deus odeia o repúdio".


3    Êxodos 20:14, no decágolo Deus diz "Não adulterarás".

Deus proíbe o acto sexual ou matrimónio com alguém casado. Este pecado era punido com a morte, vemos em Deuteronómio 22:22.

B. Textos  do Novo Testamento que falam contra o repúdio dada por Moisés:

Somente um texto do Novo Testamento se tem prestado à confusão, que Mateus 19:1-12, mais particularmente o v 9, pois o resto do contexto parece ser bastante claro.

v 1-6 Jesus diante da pergunta dos fariseus não toma a posição, nem de Shammai, nem de Hillel.  Mas põe-se ao lado da posição de Deus, que é o autor do casamento e da Indissolubilidade do casamento.

v 7-10 Respondendo ao novo ataque, que desta vez utilizou a carta de repúdio dada por Moisés, a resposta de Cristo suscita uma grande exclamação dos discípulos "Se é assim, não convém casar". 

Exclamação coerente com a primeira afirmação em que Cristo afirmou que "o que Deus ajuntou não separe o homem" e que foi certamente reforçada com a segunda afirmação de Cristo, senão os discípulos não teriam feito tal exclamação".

v 11-12 Respondendo à exclamação dos discípulos, depois de ele ter afirmado a indissolubilidade do casamento por qualquer motivo que seja, Jesus afirma que é possível viver só, no caso de ser-se solteiro, ou separado, pois há eunucos que vivem sozinhos e Jesus salientou algumas razões que tornam as pessoas eunucos, ou solteiros. 

Ele está a dizer que se um solteiro pode viver sozinho, um separado da sua mulher também pode viver sozinho.

Parece que os contextos de v 1-6; v 7-10; v 11-12 harmonizam-se perfeitamente.
Se considerarmos que a posição correcta do v 9 (devemos tomar em conta que há outras posições) é uma afirmação que o homem pode separar-se da sua mulher, mas não pode divorciar-se. 

Se ele decidir separar-se da sua mulher segundo I Corintios 7:10-11, que fique sem casar ou então que se reconcilie com a mulher. Pois, se ele casar outra vez comete adultério e o que casar com a repudiada também comete adultério.

Em Marcos 10:1-12 quando Jesus falou em casa a sós com os discipulos, que queriam compreender bem o que Jesus disse aos fariseus e o interrogaram sobre o assunto e em Lucas 16:18, Jesus é muito claro "qualquer que deixar a sua mulher, e casar com outra, adultera contra ela. E, se a mulher deixar o seu marido, e casar com outro, adultera".

Mas como disse, devemos tomar em conta que há outras posições e devemos estudar as mesmas, para procurarmos sermos honestos com a Bíblia e os outros irmãos em Cristo.

Devo realçar que nos Evangelhos vem repetido 4 vezes "o que casar com a repudiada comete adultério". Em Marcos e Lucas esta declaração é feita a seguir à declaração de que "quem deixar a sua mulher  e casar com outra comete adultério".

No caso de Mateus 19:9 a declaração "o que casar com a repudiada comete adultério" vem depois da chamada cláusula exceptiva tão discutida e controversial "a não ser por causa da prostituição".

Em Mateus 5:32 a declaração "o que casar com a repudiada comete adultério" vem depois da declaração "quem repudiar a sua mulher a não ser por causa da prostituição a expõe ao adultério".

Isto tudo nos leva a fazer uma pergunta: Se Jesus está a abrir uma excepção, a tal cláusula exceptiva, dando o direito ao divórcio e a um novo casamento no caso de prostituição, porque razão vem citado 4 vezes, isto depois de Jesus falar na tal cláusula exceptiva, "o que casar com a repudiada comete adultério"?

Podem dizer que Jesus aqui está a falar de repudiadas (os) que cometeram prostituição, logo o lado inocente que repudiou está livre para casar, mas o lado culpado não e quem casar com o lado culpado comete adultério.

Mas, Jesus disse claramente que qualquer que repudie a sua mulher a expõe ao adultério, portanto está subentendido que ele pode repudiar a sua mulher sem ela ser adúltera, porque senão ele não teria dito "a expõe ao adultério se ela já fosse adúltera e por isso o marido a repudiou?

Podem insistir, mas ele deixou uma cláusula exceptiva ou não?

Bem, temos que compreender o que Jesus que dizer em Mateus, vamos ver daqui a pouco, mas em Marcos falando a sós com os discípulos, Jesus não faz a declaração "a não ser por causa da prostituição" e em Lucas 16:18.

Será então que a tal cláusula exceptiva não está simplesmente ligada ao direito do marido separar-se da sua mulher no caso dela cometer prostituição. Neste caso, ele ao repudiá-la já nã está a expô-la ao adultério, pois ela já é uma adúltera.

Desta forma, a cláusula exceptiva, se é que existe uma, dá o direito do marido separar-se, mas não de divorciar-se para poder casar de novo. Ele terá que ficar sozinho como Paulo afirma em I Corintios 7:10-11

Muitos daqueles que defendem o ponto vista histórico tradicional e que de certo modo seguem Erasmo, concordam no entanto que a cláusula exceptiva formada a partir de Mateus 19:9 entra muito em contradição com o próprio contexto e com outros textos dos Evangelhos, das Epístolas e do Antigo Testamento.

Muitos tentam desculpar tal contradição, dizendo que em Mateus 19, Jesus está a falar com o judeus e em Marcos ele está a falar com os gentios enfranquecendo deste modo a exegése das Escrituras, abandonando os métodos correctos da exegética do texto, seja gramática, léxico, teológico, contextual e histórico-cultural.

O Ponto de vista Erasmiano também entra em contradição com textos do Novo Testamento que afirmam que somente a morte pode dissolver o casamento, como é o caso de Romanos 7:1-3 que Paulo utiliza para mostrar que assim como somente a morte de Cristo liberta-nos da escravidão da lei, somente a morte do cônjuge liberta o marido ou mulher do laço matrimonial.

I Corintios 7:39 revela a verdade afirmada em Romanos 7:1-3 e I Corintios 7:10-13 revela que quem se separar que fique sem casar, ou então que se reconcilie com a mulher.

Efésios 5:25-33 é uma repetição que o matrimónio é santo e que nunca pode ser dissolvido, por qualquer razão que seja, a não ser a morte.


FINAL