quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Bíblia, a Natureza e o Aborto

O Aborto é um tema que deve ser tratado tanto do ponto vista religioso como do ponto vista humano. Eu irei em primeiro lugar abordar esta questão de um ponto vista mais humano e depois então iremos ver o que a Bíblia diz sobre o mesmo. 

I. Tomando uma posição humana perante a questão do aborto.

Não só a Bíblia, mas a própria natureza revelam que o ser humano existe desde a sua concepção.

É por esta razão que em muitos países por disposições constitucionais, ainda é reconhecido o direito à vida do embrião desde a concepção e, por isto, proibido o aborto. 

Noutros países em que o direito jurídico do embrião é reconhecido, o Código Penal apenas afasta a ilicitude nos casos de aborto necessário — quando é a única forma de salvar a vida da mãe — ou humanitário — este se a gravidez é decorrente de estupro. Outro aspecto que tem ocasionado controvérsias em alguns sistemas jurídicos, é a legalização do aborto nos casos de anencefalia (bebês que nascem sem a correta formação do cérebro e que têm sobrevida de pequeno lapso de tempo).

O que querem que eu faça?
Eu pessoalmente penso que os direitos do ser humano devem existir desde a sua concepção e que a vida é um direito natural que devia ser defendido pelas constituições de todos os países e de uma maneira muito especial nos países de tradição cristã.
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Eu acho que não há diferença entre tirar a vida de um homem depois ou antes de nascer.

Por essa razão eu penso que do ponto vista jurídico, independentemente da sua complexidade, o aborto é um crime cometido contra os direitos humanos.

O aborto é um crime cruel, porque é praticado contra um ser tão inocente e, ao mesmo tempo, tão vulnerável que não pode queixar-se, gritar, chorar ou defender-se.

O 'grito silencioso' daquela criança em formação, não pode ser ignorado por uma mãe, por mais cruel e insensível que ela seja. Poucas mães fariam um aborto se tivessem consciência de tudo aquilo pelo qual passa o seu filho ou a sua filha ao ser abortado.

Mas a questão do aborto não é somente uma questão religiosa, na medida em que é uma questão de natureza humana.

Quase que nem precisamos fazer apelos a princípios religiosos para repudiar vivamente tanto a prática como a despenalização do aborto.

O aborto é, de maneira cientificamente indiscutível, um atentado direto à vida humana, à vida de um ser humano procriado, em gestação e indefeso.

Interrupção voluntária da gravidez?
Representa, pois, uma hipocrisia o uso da expressão "interrupção voluntária da gravidez", que só significa morte de um novo ser, como a discussão entre os patrocinadores do aborto, contra todas as conclusões da Medicina, sobre se o crime deve ser cometido com mais ou menos dias, com mais ou menos meses de gestação.

Todos os argumentos apresentados numa perspectiva humanitária e de bem social para admitir o aborto são meios de iludir gravemente a questão. Não são razões que podem justificar, como regra, a supressão, de natureza racista, que o nazismo usou para fundamentar o direito de matar velhos e doentes.

Não ignoramos nem queremos esconder os graves problemas sociais que estão na base do aborto clandestino. Para combatê-los, não é admissível mascará-los com o direito ao crime, em vez de ir às suas causas. Urge a continuação de tomada de medidas positivas de natureza humana, social e ética (planejamento familiar, apoio à mãe solteira, o desenvolvimento da instituição da adoção, o incremento de correta assistência social, atenção construtiva aos fatores de desagregação moral na família e na educação etc.).

Também é lamentável a confusão que se faz enumerando o aborto como um dos meios possíveis de limitação da natalidade. Não é. É, sim, um meio sofisticado de condenar à morte um ser inocente.

A legalização do aborto é também um dos mais graves atentados contra a mulher - pois pugna pelos seus direitos, mas é ludibriada a julgar que ela tem o direito de abortar e, desta forma, se torna um objeto da irresponsabilidade masculina e é impelida a ser autora do crime em que afinal terá a menor culpa.

Atribuir-lhe o direito de amputar o corpo é também duplamente falso: ninguém deve-se considerar com direito a cortar um braço, e o seu filho não é o seu corpo mas um novo ser com direito à vida.

A mulher não é a única culpada...
Mas gostaria de deixar bem claro que a condenação absoluta do aborto nada tem a ver com a condenação de pessoas concretas. O aborto é um crime de natureza complexa e infelizmente a mulher, muitas vezes, comete-o contra a sua própria vontade. Sem dúvidas que, em muitos casos, as pessoas envolvidas no aborto são muitas: o marido, familiares, amigos e os médicos, que pressionam a mulher para abortar.

Não é justo que por final a única criminosa seja a mulher e os outros todos escapam! Por isso, estes e outros factores de ordem social e moral, tornam a penalização do aborto algo pesado e visto de um certo prisma injusto para a mulher que o comete.

Eu acho que do ponto vista religioso, sociólogo e filosófico, embora o aborto seja um crime hediondo, pois envolve o homicídio de uma pessoa que existe no estado mais belo que se pode conhecer, a mulher que comete este crime devia receber todo o apoio social e espiritual da sociedade, mesmo que a sociedade entenda que a mulher, por questões jurídicas, deva ser julgada e punida.

Penso que a sociedade em vez de legalizar a prática do aborto, devia accionar mecanismos e criar condições estruturais para as mulheres não terem tanta a necessidade de abortar clandestinamente, mas se tal acontecer não se devia punir a mulher de tal forma, que lhe retiramos todo o apoio moral, social e psicológico que ela necessita.

Mas compreendo que para aqueles que estão envolvidos em criar legislação sobre o aborto nos países que não legalizaram o aborto, seja difícil criaram condições sociais e psicológicas para apoiar as mulheres que cometem o crime, pois de facto a mulher ao cometer o aborto está a transgredir uma lei do Estado. 

Alguns parágrafos da 2ª parte desta I. Secção Tomando uma posição humana perante a questão do aborto  foram tirado do seguinte site: 
  
http://www.defesadavida.com.br/posicaosobreaborto.htm


I I. O que a Bíblia diz sobre o aborto?

Resposta: A Bíblia nunca trata especificamente sobre a questão do aborto. No entanto, há inúmeros ensinamentos nas Escrituras que deixam muitíssimo clara qual é a visão de Deus sobre o aborto. Jeremias 1:5 nos diz que Deus nos conhece antes de nos formar no útero. Êxodo 21:22-25 dá a mesma pena a alguém que comete um homicídio e para quem causa a morte de um bebê no útero.

Isto indica claramente que Deus considera um bebê no útero como um ser humano tanto quanto um adulto.

Para o cristão, o aborto não é uma questão sobre a qual a mulher tem o direito de escolher. É uma questão de vida ou morte de um ser humano feito à imagem de Deus Gênesis 1:26-27; 9:6.

O primeiro argumento que sempre surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: “E no caso de estupro e/ou incesto?”. Por mais horrível que fosse ficar grávida como resultado de um estupro e/ou incesto, isto torna o assassinato de um bebê a resposta? Dois erros não fazem um acerto.

Não faz mal! Eu quero nascer.
A criança resultante de estupro/incesto pode ser dada para adoção por uma família amável incapaz de ter filhos por conta própria – ou a criança pode ser criada pela mãe. Mais uma vez, o bebê não deve ser punido pelos atos malignos do seu pai.

O segundo argumento que surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: “E quando a vida da mãe está em risco?”. Honestamente, esta é a pergunta mais difícil de ser respondida quanto ao aborto.

Primeiro, vamos lembrar que esta situação é a razão por trás de menos de um décimo dos abortos realizados hoje em dia. Muito mais mulheres realizam um aborto porque elas não querem “arruinar o seu corpo” do que aquelas que realizam um aborto para salvar as suas próprias vidas.

Segundo, devemos lembrar que Deus é um Deus de milagres. Ele pode preservar as vidas de uma mãe e da sua criança, apesar de todos os indícios médicos contra isso. Porém, no fim das contas, esta questão só pode ser resolvida entre o marido, a mulher e Deus. Qualquer casal encarando esta situação extremamente difícil deve orar ao Senhor pedindo sabedoria Tiago 1:5 para saber o que Ele quer que eles façam.

94% dos abortos realizados hoje em dia são por razões diferentes da vida da mãe estar em risco. A vasta maioria das situações pode ser qualificada como “Uma mulher e/ou seu parceiro decidindo que não querem o bebê que eles conceberam”. Isto é um terrível mal. Mesmo nos outros 6%, onde há situações mais difíceis, o aborto jamais deve ser a primeira opção. A vida de um ser humano no útero é digna de todo o esforço necessário para permitir um processo de concepção completo.

A minha mãe não tem condições!?
O terceiro argumento, de natureza social é aquele que procura defender o direito das mulheres dizendo que a mulher tem o direito de amputar o corpo. Ou seja, defende que o "embrião" não é mais do que uma extensão do corpo da mulher e ela tem direito de o amputar se quiser. Este mesmo argumento continua e diz também que por razões sociais, caso a mulher não tenha condições financeiras para criar o filho, ela tem o direito de o abortar. Além de ser um argumento político que põe totalmente de parte o lado moral, religioso e jurídico da questão e é também um argumento muito egoísta.

Para aquelas que fizeram um aborto – o pecado do aborto não é menos perdoável do que qualquer outro pecado. Através da fé em Cristo, todos e quaisquer pecados podem ser perdoados João 3:16; Romanos 8:1; Colossenses 1:14. Uma mulher que fez um aborto, ou um homem que encorajou um aborto, ou mesmo um médico que realizou um – todos podem ser perdoados pela fé em Cristo.

Se é uma mãe que já praticou o aborto ou é um amigo, familiar ou médico que já encorajou ou ajudou uma mãe a fazê-lo, mas reconhece que fez mal e quer ser perdoado por Deus, pode fazer com toda a sinceridade a oração que se segue em baixo.

Uma grande parte desta I I. secção O que a Bíblia diz sobre o aborto? foi tirada do seguinte site:

http://www.gotquestions.org/portugues/aborto.html 


I I I. Gostaria de  pedir perdão a Deus?

Se cometeu este pecado, pois já cometeu um aborto ou ajudou e encorajou uma mãe a fazê-lo e gostaria de confessar os seus pecados a Deus, incluindo este pecado, eu convido-a (o) a fazer de uma forma sincera e arrependida a oração que se segue em voz alta.

Não se esqueça, esta oração deve ser feita com toda a sua sinceridade e arrependimento e pedindo a Jesus que entre agora mesmo em sua Vida.

Meu Deus e Pai

Eu reconheço que fiz mal e cometi um grande pecado, pois de facto entendo agora que cometi um crime contra a criança que abortei (ou ajudei e encorajei a mãe a abortar). Sinto-me muito triste e sinceramente arrependida (o).

Eu dou-te graças porque o Senhor Jesus pagou todos os meus pecados ao morrer na cruz por mim, incluindo este pecado também. Eu sei que o seu sangue precioso me pode purificar completamente.

Eu te peço que me perdoes todos os meus pecados, incluindo este pecado, e me dês a Vida Eterna. Entra agora na minha vida ó Deus e ajuda-me a viver completamente para ti.

Tudo isto te peço em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém


Se ainda não viu, vale a pena ver "180" movie - It's ok to kill a Baby in the womb? 



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