sábado, 4 de agosto de 2007

1 - O Suicídio

 Introdução ao assunto

Veja debaixo de Assuntos os 10 posts ligados com Problemas ...  

A vida é composta por alegrias e bênçãos, mas também por problemas. Problemas, como por exemplo os mencionados em baixo:

1. O Suicídio

2. As Preocupações

3. O Stress

4. O Medo

5. O Sofrimento

6. A Solidão

7. A Raiva

8. A Depressão

9. O Contentamento

10. As Mágoas

"Como posso eu lidar com estes problemas e não ser derrotado por eles?"

Antes de falar sobre o meu primeira tema - o suicídio, gostaria de fazer uma pequena introdução a este assunto "Como lidar com os problemas da vida":

Nós todos gostaríamos de ter uma vida fácil, sem problemas, sem preocupações, sem ter que lidar com coisas como as Preocupações, o Stress, o Sofrimento, o Medo, a Solidão, a Raiva, a Violência, a Depressão, o sentimento de Perda, a Culpa e outras circunstâncias que nos podem levar ao desânimo, à angústia e ao desespero.

Por isso devemos aprender lidar com estes problemas de uma maneira positiva.

Normalmente, as pessoas quando estão a passar pelos problemas pensam que precisam de orientação dos médicos, psicólogos, psiquiatras e conselheiros em geral, pois Deus não tem nada a haver com isto, para quê recorrer a ELE!!!

Mas temos que nos mentalizar que Deus tem muito mais a haver com os problemas da vida, do que aquilo que pensamos ou julgamos. Ele está interessado em toda a nossa vida e pode ajudar-nos a enfrentar os nossos problemas.

Muitos especialistas dizem que cerca de 30% da população mundial sofre de problemas mentais e psicológicos, como a esquizofrenia, a depressão, problemas de humor e emocionais e outros. Eles dizem que as pessoas procuram a cura ou o alívio em anti-depressivos ou outras drogas psicóticas, mas, por final, eles dizem ter muitas dúvidas sobre o efeito destas drogas na vida das pessoas, especialmente quando são mal administradas ou quando as pessoas ficam dependente das mesmas.

Será que se as pessoas, sem ignorar é claro a ajuda profissional, buscassem mais a cura e o alívio em Deus, não precisariam menos de drogas e seriam muito mais saudáveis do ponto vista mental e psicológico?

"E mesmo se não encontrarem uma cura radical, nem se calhar o alívio que desejam, podem pelo menos encontrar em Deus a força e a sabedoria para poderem lidar positivamente com aquilo que as preocupa e atormenta, em vez de se tornarem tão dependentes de drogas!?"

Claro que tenho que salientar que não devemos ter quaisquer dúvidas que o sofrimento e os problemas se tornam mais leves quando temos pessoas com quem podemos compartilhar e até receber um conselho ou uma palavra de conforto e encorajamento de amigos ou de um conselheiro profissional.

O nosso problema é que nós não queremos dividir os nossos problemas com os outros, com pessoas amigas que nos poderiam ouvir, com quem poderíamos desabafar e até receber uma palavra de conforto ou um conselho.

A grande questão é que nós temos medo de compartilhar aquilo que afecta mais profundamente a nossa alma e os especialistas sabem que quando têm um doente à frente deles, leva tempo até eles começarem a abrir-se e a serem honestos.

E, deixe-me dizer divida também os seus problemas com Deus!!! Com Deus, pode compartilhar tudo!!!

Leia o Salmos 20 em baixo e medite um pouco na forma como Deus socorre sempre os seus filhos no dia da tribulação e dá-lhes a vitória.

Salmos 20:1 "O SENHOR te responda no dia da tribulação; o nome do Deus de Jacó te eleve em segurança. 2 Do seu santuário te envie socorro e desde Sião te sustenha. 3 Lembre-se de todas as tuas ofertas de manjares e aceite os teus holocaustos. 4 Conceda-te segundo o teu coração e realize todos os teus desígnios. 5 Celebraremos com júbilo a tua vitória e em nome do nosso Deus hastearemos pendões; satisfaça o SENHOR a todos os teus votos. 6 Agora, sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele lhe responderá do seu santo céu com a vitoriosa força de sua destra. 7 Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus. 8 Eles se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos de pé. 9 Ó SENHOR, dá vitória ao rei; responde-nos, quando clamarmos."

O Suicidio

I. Introdução

Embora o suicídio seja algo muito trágico e coloque os familiares da vítima debaixo de um sofrimento extremo muito intenso, nós não deviamos “espiritualizar" demasiadamente este acto pensando que a pessoa cometeu o pior pecado do mundo.

O suicídio é um erro terrível e até pode ser um grande pecado, mas para compreendermos melhor a pessoa que o cometeu e estarmos preparados para ajudar alguém que esteja a passar por esta situação, devemos compreender que:

"Na maioria dos casos, uma pessoa comete o suicídio devido a uma grande pressão de circunstâncias que a fazem perder as faculdades mentais por um determinado período de tempo (pode ser anos, meses ou dias) ou só por um pequeno momento (umas horas, minutos ou segundos) fazendo-a ficar completamente vulnerável à ideia de suicidar-se".

As circunstâncias que exercem essa grande pressão sobre a pessoa, podem ser: uma doença grave, um stress extremo ou traumático, uma depressão severa, conflitos de relacionamentos graves, abusos continuados tais como a violação e o espancamento, a velhice e até mesmo “brainwashing” (lavagem cerebral) em que podemos mesmo incluir o caso dos suicidas religiosos e bombistas.

Em vezes de dizermos: “mas que estúpido e horrível uma pessoa suicidar-se”, devíamos dizer: “mas que pena uma pessoa chegar ao ponto de suicidar-se e não ter ninguém para ajudá-la”. Talvez, se a pessoa tivesse recebido a ajuda necessária e até profissional, no momento certo, não teria feito!

Eu não estou a abordar este problema do suicídio com a primeira intenção  de responder à questão "Poderá uma pessoa que comete suicídio ir para o céu"?

Isto porque o que nos leva ao céu é a nossa fé em Cristo. Não é nenhum pecado, pequeno ou grande, ou por mais horroroso que seja,que decide se eu vou ou não para o céu, mas sim a minha Fé em Cristo.

A minha primeira intenção é a de conquistar a simpatia dos leitores para pessoas que são candidatos potenciais para cometerem suicídio. Em vez de apontarmos o dedo para condenar essas pessoas, procuremos ajudá-las, novos ou idosos, e quem sabe se algumas destas pessoas, por causa do nosso apoio, não irão suicidar-se e em vez disso irão entregar as suas vidas a Cristo.

No entanto se me perguntarem "Poderá uma crente em Cristo que por qualquer razão que seja cometeu suicídio ir para o céu".

Aí a minha resposta é clara "Nada, nem ninguém nos poderá separar do amor de Cristo, nem o suicídio".

Romanos 8:34-39

34 Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
36 Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39 Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Claro que este texto não está a falar da situação do suicídio, mas tenho a certeza que poderemos adicionar o suicídio e outros problemas aos nomeados aqui por Paulo, e dizer NADA, mesmo NADA, nos poderá separar do amor de Cristo e também da nossa salvação em Cristo.


I I. A definição de suicídio


Define-se suicídio como a atitude individual de extinguir a própria vida, podendo ser causada entre outros factores por um elevado grau de sofrimento, que tanto pode ser verdadeiro ou ter sua origem em algum transtorno afectivo ou psiquiátrico.

Em todos os casos, a probabilidade de atitude tão extrema é consideravelmente potencializada se houver uso continuado de drogas e de bebidas alcoólicas.

O suicídio tornou-se um problema de saúde pública, na medida em que quase todos os países têm elevados índices de mortes por suicídio e muito maiores os números referentes às tentativas infrutíferas.

O acto é considerado um pecado em muitas religiões, e um crime em algumas legislações. Há cristãos que assumem um posicionamento segundo o qual cristãos não podem cometer suicídio, pois estão a ir contra o mandamento ‘Não matarás’ (Êxodo 20.13) que proíbe matar a nós mesmos.

O suicida pode, ou não, deixar uma nota de suicídio.


I I I. Algumas causas do suicídio

A. Uma situação de stress extremo pode levar ao sucídio

Uma situação de stress extremo pode causar problemas sérios. Quando um indivíduo fica exposto a um stressor traumático extremo, devido a um envolvimento directo com uma ameaça de morte, ferimento sério, ou outra ameaça qualquer à sua integridade física ou à sua integridade pessoal, ou algo semelhante que está sendo experimentado por um membro da sua família ou outra pessoa do círculo íntimo do indivíduo.

Normalmente a resposta emocional do indivíduo a tais eventos stressantes pode envolver um sentimento extremo de medo, impotência, horror e até comportamentos mais desorganizados como o homicídio de outrem e o suicídio.

B. A depressão pode levar ao suícidio

"O Sindrome Bipolar do Humor" é considerada uma doença depressiva, embora hajam médicos que não concordam com essa classificação. "Eles acham que Depressão é uma coisa e Sindrome Bipolar é outra!" No entanto, num caso ou noutro, uma situação extrema de Depressão ou Doença Bipolar, pode levar a pessoa ao suicídio.

O depressivo ou o doente bipolar é uma pessoa que vive fora da realidade. Da mesma forma que é passivo também é extremamente agressivo e pode facilmente perder o controle pessoal.

Alguém disse que estes doentes “eles lutam com um touro dentro de si mesmo”. Há muitos factores envolvidos nessas duas doenças sejam a mesma, ou sejam doenças diferentes. São doenças com sintomas parecidos e um dos sintomas mais conhecidos é a tristeza profunda que causa dentro da pessoa.

É precisamente esta tristeza, ligada a outros sentimentos e uma grande confusão mental, que pode levar muitas vezes os doentes a perderem o amor à vida e chegarem mesmo ao suicídio.

"São pessoas que vivem no limite da ilusão e da realidade". Não sabem diferenciar uma da outra, vivem desesperados, confusos e não se sentem amados e aceites pelos outros. Até as pessoas normais têm dificuldades, muitas vezes, em diferenciar a ilusão da realidade, quanto mais elas. Mas a diferença é que uma pessoa normal consegue pelo menos lutar. Essas pessoas, por serem mais fracas, doentes, não conseguem!

Leia no meu blogue sobre a depressão, cura da alma, stress, medo etc

C. Outras causas para o suicídio

As causas psíquicas do suicídio ainda não são completamente conhecidas, mas está normalmente associado principalmente a quadros depressivos ou de um stress extremo que conduzem a pessoa a um grande estado de angústia, desespero, culpa e sofrimento.

Não iremos falar de mais nenhuma causa, mas o leitor poderá procurá-las na Internet, em sites que falam sobre as causas do suicídio.


I V. É o suicídio um pecado

Se utilizarmos o 6º mandamento da lei de Deus que diz “Não matarás” Êxodos 20:13, para dizer que o suicídio envolve sempre um homicídio, então teremos que estudar mais um pouco o que este mandamento quer dizer e estudar mais a fundo as causas do suicídio referidas anteriormente.

O suicídio é um erro muito grande e pode até ser um grande pecado em muitos casos, mas não podemos considerar que é um acto de homicídio voluntário em todos os casos, especialmente no caso de pessoas que cometem o suicídio contra a sua própria vontade, mas o fazem porque perderam o controle das suas faculdades mentais e emocionais.

Há muitos casos de suicídio em que as pessoas ao tirarem a sua vida, fazem-no involuntariamente e num estado em que as suas faculdades mentais estão completamente fora do seu controle.

Eu acho que é difícil para nós 'julgarmos' como Deus vai 'julgar' as pessoas que cometeram suicidío contra a sua própria vontade, porque por uma razão qualquer perderam o uso das suas faculdades mentais.

Vamos analisar alguns casos:

Uma senhora passou passou por uma situação de stress traumático causada por um stressor qualquer que não teve como origem nenhum pecado seu, outra senhora conheceu uma situação de depressão severa, por culpa dos maus tratos e negligência vinda da parte do seu marido, e ambas se suicidaram.

"Como é que vamos julgar estes actos? Como é que Deus os julgará?"

Dou o exemplo do menino de 12 anos, que foi apanhado a roubar numa loja, chamaram a polícia, que o levou a casa, culpado, assustado, os pais não estavam em casa, a polícia foi embora, o menino deixado sozinho em casa não conseguiu controlar o stress causado pelo medo e a vergonha em que se encontrava e atirou-se do 7º andar abaixo e morreu?

Podemos dizer: “Mas foi o roubo (o pecado dele) que a conduziu ao suicídio”.

Pois foi, mas ele não tinha intenção nenhuma de se matar, e o fez involuntária e inconscientemente, quando por causa do medo, da culpa e da vergonha, perdeu as suas faculdades mentais?

E o caso da jovem que depois de ter sido várias vezes espancada e violada pelo seu padrasto, ao voltar naquela noite para a casa não quis passar mais uma vez por aquela situação humilhante, violenta e degradante e tomou um forte dose de comprimidos e acabou com a sua vida?

O que podemos dizer: “Foi o espancamento e a violação que a conduziram ao suicídio”?.

Pois foi, dois pecados que ela não cometeu, que tornaram a sua vida completamente degradante e humilhante a levaram ao suicídio!!!

E o jovem que muito pressionado pelos pais, não conseguia ter sucesso escolar, começou a a angustiar-se, o medo e a culpa o dominavam cada vez mais, nunca conseguiu dividir a sua angústia com os pais, que o castigavam pelo insucesso, nem com ninguém, um dia pegou na caneta e escreveu: 

“Tenho que desaparecer deste mundo que não entendo. Amo a todos voçês, mas a minha dor é muito grande”. Esta foi a sua última mensagem, a seguir enforcou-se?

"Neste caso, qual era o pecado deste jovem? Ser cábula, não gostar de estudar? Ou foi o pecado dos pais que o levaram ao suicídio?"

Deixo o leitor julgar. E pensar como é que Deus irá julgar estes actos?

Eu prefiro não fazê-lo. Do meu lado, eu prefiro dirigir-me ao encontro de pessoas que estão passando por estes momentos e, se possível, ajudá-las a encontrar em Deus e em conselheiros um apoio que as fará demover desta atitude tão errada e cruel, se quiseremos dizer em alguns casos "tão pecaminosa".

É claro que há casos de suicidio em que o elemento voluntário e pecaminoso poderão entrar mais em questão, sendo menos desculpabilizantes.

Mas não podemos perder de vista o facto que há muitos casos também, em que o suicídio além de ser um acto involuntário cometido pela pessoa, não há por detrás do acto nenhum pecado da mesma.

Nestes casos, são circunstâncias doentias, stressantes e traumáticas que estão por detrás e que roubam as capacidades mentais das pessoas levando-as inevitavelmente ao suicídio, senão encontrarem a ajuda necessária no tempo certo.


V. Versículos da Bíblia que podem ajudar

Deixo em baixo alguns versículos que podem ajudar pessoas que possam estar a passar por circunstâncias difíceis na vida e Deus poderá ajudá-las a ultrapassar estas circunstâncias. 

Até mesmo pessoas que talvez tiveram casos de familiares que se sucidaram e precisam de descarregar-se em Deus!

Salmos 106:44 “Olhou-os, contudo, quando estavam angustiados e lhes ouviu o clamor”

Isaías 41:17 “Os aflitos e necessitados buscam águas, e não há, e a sua língua se seca de sede; eu o SENHOR os ouvirei, eu, o Deus de Israel não os desampararei"

Isaías 61:2-3 “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória.

Mateus 5:4 "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados"

Mateus 11:28 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.


FIM

segunda-feira, 9 de julho de 2007

16 - O Livro de Malaquias

Grande parte do conteúdo dos comentários sobre os Livros dos profetas do Antigo Testamento não foram escritos por mim, é claro.

No entanto, eles representam muitos meses de investigação na Internet e um grande trabalho de coordenação para seleccionar e juntar o material que julguei ser de interesse para pastores e pregadores do Evangelho.

Além disso, eu tive que sistematizar os diversos comentários de forma estruturada e apresentável, para os pastores e pregadores poderem encontrar facilmente as suas mensagens, bastando adicionar uma pequena dose de inspiração pessoal à mensagem escolhida.

E a todo este trabalho de busca, selecção e sistematização dos comentários, eu adicionei ainda ideias pessoais que enriqueceram estas exposições dos livros dos profetas.


O livro de Malaquias

I. Introdução

O Livro de Malaquias é um livro profético que faz descrições que mostram a necessidade de reformas antes da vinda do Messias. Por ser um livro curto e de acordo com a catalogação, Malaquias é o último dos profetas menores. O profeta Malaquias foi contemporâneo de Esdras e Neemias, no período após o exílio do povo judeu na Pérsia. Seu nome não é citado em mais nenhum livro da Bíblia.

Nas últimas linhas deste livro e do Antigo Testamento, vemos uma exortação de Deus às famílias: "converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos seus pais". No término do livro de Malaquias há um convite ao arrependimento da família como alicerce da sociedade.


I I. O autor e data

A. O Autor

Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anónimo, considerado por alguns ter sido Esdras, usando o pseudónimo Mal’aki “Meu mensageiro”, é mais correcto melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia, mas, de seus escritos, podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimónias do templo. Ele foi, provavelmente, um contemporâneo de Neemias.

B. A Data

Cerca de 450 aC. A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído 1.10 tornam a data pós–exílio simultânea com Neemias o mais provável cerca de 450 aC.


I I I. O Contexto histórico e conteúdo

A. Contexto histórico

Como já foi mencionado, Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que, num período de uns mil anos, predisseram a vinda do Justo. Os profetas não somente profetizaram acerca da vinda do Messias, mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus.

B. O Conteúdo do livro

Numa linguagem fervorosa e brilhante, Malaquias descreve o tipo original do sacerdócio. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça, sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino, no qual o justo será galardoado, e o ímpio, castigado.

Ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor, Elias (João Batista). Essa declaração conclui o Antigo Testamento e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no Novo Testamento.

Nesta sua mensagem de exortação a abandonarem práticas pecaminosas e a seguirem a lei de Deus, Malaquias salienta os seguintes aspectos:

1. O amor imutável de Deus

Na sua declaração de abertura, Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo, devido à sua misericórdia, que dura para sempre. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. Primeiro, o profeta salienta o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. O profeta mostra que eles são os responsáveis da nação ter caído muito no pecado.

2. Advertência para os sacerdotes se arrependerem

Portanto, ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inactivo, mas, os castigará severamente se eles não se arrependerem.

3. A infidelidade marital dos sacerdotes

Depois, ele salienta, a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fiéis às esposas da sua mocidade, dadas a eles pelo Senhor.

4. O povo censurado por reter ofertas e dízimos e seguir práticas contra a lei de Deus.

O profeta, além disso, censura as práticas não religiosas do povo, a sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor, ao reterem os dízimos e as ofertas exigidas.


I V. Cristo é revelado

 A. Menções sobre o aparecimento de Cristo

1. Menção da vinda de Cristo

No último livro do Antigo Testamento - Malaquias, nós encontramos menções proféticas muito claras ligadas ao repentino aparecimento de Cristo:

Malaquias 3:1 "o anjo do novo concerto"

2. Aquele dia será um tempo de julgamento:

O profeta menciona um dia ou tempo de julgamento ligado a esse aparecimento repentino de Cristo

Malaquias 3.2 “Quem subsistirá, quando ele aparecer?”

3.  Ninguém poderá escapar através das sua próprias forças

Ninguém pode por suas próprias forças escapar desse tempo de julgamento, mas para aqueles que temem ao Senhor, o sol da justiça, haverá um triunfo perfeito.

Malaquias 4:2 “nascerá o Sol da Justiça e salvação trará debaixo das suas asas”.

Malaquias 4:1 "Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. 2 Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. 3 Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos".


V. O Espírito Santo em acção

A Obra do Espírito Santo em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado. Um profeta nitidamente em sintonia com o Espírito Santo. Como tal, ele podia ser efectivamente usado para advertir o povo sobre o seu comportamento pecaminoso e persuadi-los a conformar sua vida com a lei do Senhor.

O Espírito Santo, além disso, outorgou a Malaquias o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término, permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo.


V I. Características especiais do livro de Malaquias

A. Cinco aspectos básicos caracterizam o livro de Malaquias.

1. O debate entre Deus e o Seu povo

De modo simples, directo e vigoroso, retrata vividamente o debate entre Deus e seu povo. O debate é levado a efeito na primeira pessoa do singular.

2. Destaque ao método das perguntas e resposta:

Dá destaque ao método de perguntas e respostas na apresentação da palavra profética com nada menos que vinte e três perguntas trocadas entre Deus e o povo. Sugere-se que o método adoptado por Malaquias pode ter-se originado quando o profeta apresentou, pela primeira vez, sua mensagem nas ruas de Jerusalém ou nos átrios do templo.

3. Malaquias é seguido por 400 anos de silêncio

Malaquias, o último dos profetas do AT, é seguido por 400 anos de silêncio profético. A longa ausência profética terminaria no surgimento de João Batista. João Baptista é o profeta previsto por Malaquias como o antecessor do Messias 3.1.

4. O SENHOR dos exércitos

A expressão “o SENHOR dos Exércitos” ocorre vinte vezes neste breve livro, revelando isto que Malaquias é um livro que fala de acção e de julgamento e parte desta acção e julgamento vem ligada ao aparecimento repentino de Cristo numa altura em que Deus fará cair julgamentos sobre o povo e a terra.

Se alguém quiser pode aprofundar com mais exatidão, com a ajuda da Internet, a razão porque “o SENHOR dos Exércitos” ocorre vinte vezes neste livro.

5. A profecia final diz que Deus vai enviar alguém como Elias:

Destaca-se que a profecia final "que encerra a mensagem profética do Antigo Testamento" prediz que Deus enviaria alguém como Elias para restaurar os pais piedosos em Sião, contrariamente às tendências sociais predominantes que iriam se seguir e levar a desintegração da família 4.5,6.


V I I. O Livro de Malaquias e o Novo Testamento

A. 3 trechos de Malaquias são citados no Novo Testamento.

1. A frase “amei a Jacó e aborreci a Esaú” 1.2,3

São registradas por Paulo em suas considerações sobre a eleição Romanos 9.13.

2. A profecia a respeito do “meu anjo"

"o meu anjo que preparará o caminho diante de mim” 3.1

Esta expressão é citada por Jesus como referência a João Batista e o seu ministério Mateus 11.7-15.

Comparar com. Isaías 40:3

3. Jesus entendia bem esta profecia

Jesus entendia que a profecia "o meu anjo que preparará o caminho diante de mim", referindo-se a Elias, estava ligada a João Batista que veio preparar a chegada de Jesus.

O envio do profeta Elias antes do “dia grande e terrível do SENHOR”, segundo Jesus, aplicava-se a João Batista Mateus 11.14; 17.10-13; Marcos 9.11-13.

B. O divórcio e a vinda de Cristo

1. Malaquias faz referência ao divórico

Além destas três claras referências a Malaquias no Novo Testamento, vemos a condenação que o profeta faz do divórcio injusto 2.14-16 antevê o ensino do Novo Tema sobre o tema do divórcio Mateus 5:31,32; 19:3-10; Marcos 10:2-12; Romanos 7:1-3; 1 Coríntios 7:10-16,39.

2. A primeira e segunda vinda de Cristo

A profecia de Malaquias a respeito do aparecimento do Messias 3.1-6; 4.1-3 abrange tanto a primeira quanto a segunda vinda de Cristo.


V I I. O Esboço de Malaquias

1. O amor do Senhor por Israel 1.2-5

2. O fracasso dos sacerdotes 1.6-2.9

3. A infidelidade do povo 2.10-16

4. O dia do Julgamento 2.17-3-5

5. Bênção para quem for fiel nos dízimos e ofertas 3.6-12

6. O destino do ímpio e do Justo 3.13-4.3

7. Exortação e Promessa 4.4-6


O Site que eu mais utilizei para elaborar estas apresentações sobre os Profetas foi o seguinte:

Vivos! O Site da Fé Cristã  http://www.vivos.com.br/172.htm


Em baixo pode dar uma olhadela ao meu post sobre a Maçonaria:


15 - O Livro de Zacarias

Grande parte do conteúdo dos comentários sobre os Livros dos profetas do Antigo Testamento não foram escritos por mim, é claro.

No entanto, eles representam muitos meses de investigação na Internet e um grande trabalho de coordenação para seleccionar e juntar o material que julguei ser de interesse para pastores e pregadores do Evangelho.

Além disso, eu tive que sistematizar os diversos comentários de forma estruturada e apresentável, para pastores e pregadores poderem encontrar facilmente as suas mensagens, bastando adicionar uma pequena dose de inspiração pessoal à mensagem escolhida.

E a todo este trabalho de busca, selecção e sistematização dos comentários, eu adicionei ainda ideias pessoais que enriqueceram estas exposições dos livros dos profetas.


O livro de Zacarias


I. Introdução

Autoria de Zacarias, cujo nome significa “O Senhor se Lembra”. Ele foi um dos profetas pós–exílio, um contemporâneo de Ageu. Com Ageu, ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram, para completar a tarefa de reconstruir o templo Esdras 6.14. Ele era filho de Baraquias, filhos de Ido, umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do Antigo Testamento, dando referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias.


I I. O autor e data

A. O autor: Zacarias

O autor é Zacarias. O ministério de Zacarias começou em 520 aC, dois meses depois de Ageu ter completado sua profecia. A visão dos primeiros capítulos foi dada, aparentemente, enquanto o profeta era ainda um jovem 2.4. Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde, em 518 aC. A referência à Grécia em 9.13 pode indicar que os caps. 9-14 foram escritos depois de 480 aC, quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram postas por escrito entre 520 e 475 aC.

B. A data: 520-475 aC

A data do livro - 520—475 aC


I I I. O contexto histórico e o conteúdo

A. O Contexto histórico:

Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro, estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. Cerca de cinquenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Rapidamente, reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. Todavia, bem depressa a apatia se estabeleceu à medida que eles foram cercados pela oposição dos vizinhos samaritanos, que "finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção".

Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras actividades. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo.

Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia, quando o Messias reinaria num templo restaurado, numa cidade restaurada.                                                                                                                              
B. O Conteúdo do livro

O livro de Zacarias começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e voltar novamente para o seu Deus. O livro está repleto de referências de Zacarias à palavra do Senhor. O profeta não entrega a sua própria mensagem, mas, fielmente, ele proclama a mensagem dada por Deus. O povo é chamado para se arrepender da sua apatia e completar a tarefa que ainda não foi terminada - "a reconstrução do Templo".

1. As oito visões 1:7 - 6:8:

Deus, então, assegura ao povo o seu amor e cuidado por eles, através de oito visões. Estas visões são transmitidas e traduzidas por um anjo a Zacarias. Estas visões anunciam de certa forma a vinda do Reino de Deus à terra, através de uma mediação sacerdotal perfeita 3:1-10, que faz referência à vinda do Messias “o meu servo, o Renovo, que tirará a iniquidade desta terra num dia 3:8-9”. O Messias virá com uma função dupla de sacerdote, mas também de rei tipificado por Zorobabel 4:1-13

Estas visões falam sobretudo da soberania de Deus que estando em controle de todas as coisas e acontecimentos vai estabelecer o Seu reino na terra e dos meios que Deus vai utilizar para atingir este objectivo.

a. A visão do homem e dos cavalos 1:7-17:

Lembra ao povo o cuidado de Deus e o seu ardente desejo de ver a reconstrução de Jerusalém que assistimos nos anos que se seguem debaixo das profecias de Ageu e Zacarias e da liderança de espiritual de Esdras e Josué e a liderança política de Zorobabel e Neemias. A terra entrará em descanso e ficará tranquila 1:11.

Tudo isto é uma profecia, ou prefiguração da vinda do Messias, pois é Ele próprio que estabelecerá o reino de Deus na terra.

b. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros 1:18-21

Estes quatro chifres simbolizam as nações que dispersaram Israel e Judá. Os ferreiros simbolizam os libertadores, que podem referir-se aos construtores do Templo diante dos quais estes quatro poderes fugiram.

Trazem à memória o julgamento de Deus, anunciando o final da supremacia pagã sobre Israel. Mas a vitória do povo virá de uma forma pacífica, “não por força nem violência, mas pelo Espírito de Deus” Zacarias 4:6 através da reconstrução do Templo que é afinal o “Santuário de Deus” na terra.

A obra da dispersão do povo terminou, e agora não há nada que possa impedir o cumprimento do plano divino que é a restauração da cidade de Jerusalém e do povo de Israel. Mas é de Deus que virá esta restauração através de meios pacíficos, isto dizendo respeito à restauração imediata que será fectuada por Zorobabel, mas prefigurando também a "restauração final que será trazida pelo Messias quando ele estabelecer o Reino de Deus na terra, no final dos tempos".

c. A Visão do homem com um cordel de medir 2:1-13:

É a continuação das duas visões anteriores, e simbolizam a reconstrução da cidade e a restauração do povo de Deus. O cumprimento final desta profecia de restauração, será quando a cidade de Jerusalém for reconstruída no futuro e se tornar a metrópole de todo o mundo, isto é quando um dia o Messias vier a reinar na terra.

Esta visão obriga-nos a olhar a cidade apocalíptica de Jerusalém descrita como a cidade de Deus no livro de Apocalipse. Aí, e só nessa altura, Jerusalém será finalmente restaurada.

d. A visão do sumo sacerdote acusado pelo diabo e justificado por Deus 3:1-10:

Depois da promessa de um futuro glorioso para a cidade e para o povo de Deus, é apresentado o meio que Deus vai utilizar para cumprir os seus propósitos. Deus suscitará no futuro um sumo sacerdote, perfeito, prefigurado aqui por Josué.

Vemos que a visão seguinte revela o castiçal, que é um símbolo da Palavra poderosa de Deus, dada ao Seu povo para ser propagada como uma luz por toda a terra. Mas, antes disto acontecer o povo deve ser purificado e este é o tema da quarta visão, em que vemos a purificação de Josué. A reconstrução do Templo e a restauração da cidade.

Há um aspecto sacerdotal nesta quarta visão ligada ao sacerdócio universal de Cristo, em que Josué que é atacado por um poder satânico, e fica sujo dos pecados do povo, levando portanto sobre si os ataques do diabo e os pecados do povo, é justificado e defendido por Deus que repreendendo Satanás, e purifica Josué e o veste de vestes brancas, ou vestidos novos.

Josué que é colocado como um criminoso diante do Anjo do Senhor, com o advogado de acusação, Satanás, a acusá-lo de ter sobre ele a sua própria sujidade e a sujidade do povo, fala de Cristo que sendo Santo, é o Sumo Sacerdote perfeito que tomou sobre Ele o pecado de nós todos para efectuar uma eterna redenção.                                                                                                                                                   
e. A visão do castiçal revestido de ouro entre os vasos de azeite 4:1-14:

A quinta visão começa com uma pergunta “Que vês”, em que Zacarias responde dizendo o que vê, mas pergunta “O que é isto?” Ou o que significa isto?”

O anjo então explica a Zacarias esta visão, que como já referimos na quarta visão o castiçal, que é um candeeiro que alumia, é um símbolo da Palavra de Deus, que foi dada ao Seu povo para ser propagada como uma luz por toda a terra.

A reconstrução do Templo, e dos seus objectos, está ligada ao ministério do povo de Deus: que é ser uma luz espiritual em todo o mundo à sua volta. É esta a característica da Igreja, ser a luz do mundo.

As duas oliveiras falam da dupla função do Messias, a purificação que é obra do sacerdote, e a sua soberania real sobre a Nação. Jesus, o Messias, virá ao mundo como sacerdote e rei.

Em todas as visões vemos os dois poderes revelados:

O poder temporal representado pelos chefes civis e pelo próprio sumo sacerdote que no cap 6:9-15 lhe é colocado também uma coroa na cabeça para reinar junto com os outros escolhidos, prefigurando eles a função real e civil do Messias.

O poder espiritual representado pelo sumo sacerdote Josué e outros aspectos das visões, que prefiguram a função de purificação sacerdotal do Messias. Afinal a Sua missão redentora.

f. A visão do rolo que pronuncia julgamento contra o furto e contra o falso juramento 5:1-4:

As duas visões a seguir, a sexta e a sétima retomam naturalmente o tema da purificação do soberano sacrificador como vimos em 3:9b, que se torna o representante da Nação diante de Deus 3:4.

O rolo aqui parece representar as regras morais e religiosas da lei, o código divino, que faz referência à santidade de Deus. O rolo faz menção especialmente à maldição de Deus sobre dois pecados, o pecado do furto e do falso juramento.

Esta visão revela que Deus condena o pecado e vai limpar a terra da maldade.

g. A visão da mulher e o efa 5:5-11:

Esta mulher que está dentro do efa (barril) significa a impiedade a apostasia. Ela é repuxada pelo Anjo para dentro da efa e a tampa de chumbo é colocada sobre a mesma. A mulher é muitas vezes na Bíblia apresentada como um símbolo de desvio de Deus, de um povo que abandona Deus para se entregar aos prazeres e seduções deste mundo. A mulher simboliza adultério, prostituição e sedução.

A mulher a ser repuxada para dentro do efa Fala da santidade de Deus e da remoção da apostasia na terra.

h. A visão dos quatro carros 6:1-8:

Esta visão é semelhante à primeira e antecipa o capítulo 14. Estes quatro carros falam dos servidores de Deus que vão submeter as Nações debaixo do Seu poder.

Anunciam que o Senhor irá exercer a sua autoridade sobre a Terra e que todas as coisas serão submetidas à Sua vontade nos finais dos tempos, assunto que será desenvolvido no capítulo 14.

É uma visão que atesta o controle soberano de Deus sobre a Terra

i. A coroação do sumo sacerdote Josué como rei e sacerdote prefiguram o Reinado do Messias 6:9-15

As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado como rei e como sacerdote. Isso é um simbolismo poderoso da vinda do Messias.

j. O Jejum que não agrada a Deus caps caps 7- 8

Deus usa a questão sobre o jejum para reforçar a Sua ordem baseada na justiça e no juízo, para substituir meras as formalidades religiosas, como jejuar, beber, festejar, que não feitos para agradar a Deus.


 IV. Cristo é revelado na profecia

O livro de Zacarias é, às vezes, referido como o mais messiânico de todos os livros do Antigo Testamento. Os caps 9-14 sãos as secções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos. No apocalipse,
Zacarias é citado mais do que qualquer profeta, excepto Ezequiel.

Vemos a escatologia ou revelação das últimas coisas e da vinda do Messias 9 - 14

1. O Messias virá como o Servo do Senhor o Renovo 3.8.

2. Como o homem cujo nome é Renovo 6.12.

3. Como Rei e como sacerdote 6:13.

4. Virá como o verdadeiro Pastor 11.4-11.

5. Há um expressivo testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata 11.12-13.

6. A crucifixão do Messias 12:10.

7. Os sofrimentos do Messias 13:7.

8. A Segunda vinda do Messias 14.4.

9. Há duas referências a Cristo são de profundo significado.

A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9:9, quatrocentos anos antes do acontecimento ver Mateus 21.4; Marcos 11.7-10.

Um dos versículos mais dramáticos das profecias é encontrado em 12.10, quando, na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim, a quem trespassaram.” Jesus Cristo, pessoalmente, profetizou a sua definitiva rejeição pela cada de Davi, a sua própria casa.


V. O Espírito Santo em acção

Zorobabel é confortado, e Deus o assegura do seguinte:

A. Que a reconstrução será feita pelo Espírito Santo:

A reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana, mas pelo ministério do Espírito Santo.

B. O Espírito Santo removerá cada obstáculo que está no caminho:

Obstáculos que impedem a conclusão do templo de Deus. Um triste comentário em 7.12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas. Essas palavras foram transmitidas pelo Espírito Santo.


V I. O esboço do livro

I. O chamado ao arrependimento 1.1-6

I I. As oito visões 1.7-6.15

1. O homem e os cavalos 1.7-17

2. Os quatro chifres e o ferreiro 1.18-21

3. O homem com um cordel de medir 2.1-13

4. O sumo sacerdote 3.1-10

5. O castiçal e o vaso de Azeite 4.1-14

6. O rolo voante 5.1-4

7. A mulher no meio do efa 5.5-11

8 Os quatro carros 6.1-8

I I I. A coroação do sumo sacerdote 6.9-15

I V. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro? 7.1-14

V. A restauração e triunfo de Sião 8.1-23

V I. A primeira profecia: O Messias rejeitado 9.1-11.17

V I I. A Segunda profecia: O Messias Reina 12.1-14.21


O Site que eu mais utilizei para elaborar estas apresentações sobre os Profetas foi o seguinte:

Vivos! O Site da Fé Cristã  http://www.vivos.com.br/172.htm


Em baixo pode dar uma olhadela ao meu post sobre a Maçonaria:


14 - O Livro de Ageu

Grande parte do conteúdo dos comentários sobre os Livros dos profetas do Antigo Testamento não foram escritos por mim, é claro.

No entanto, eles representam muitos meses de investigação na Internet e um grande trabalho de coordenação para seleccionar e juntar o material que julguei ser de interesse para pastores e pregadores do Evangelho.

Além disso, eu tive que sistematizar os diversos comentários de forma estruturada e apresentável, para os pastores e pregadores poderem encontrar facilmente as suas mensagens, bastando adicionar uma pequena dose de inspiração pessoal à mensagem escolhida.

E a todo este trabalho de busca, selecção e sistematização dos comentários, eu adicionei ainda ideias pessoais que enriqueceram estas exposições dos livros dos profetas.


O livro de Ageu


I. Introdução

O Livro de Ageu é um dos livros proféticos do Antigo Testamento. Possui dois capítulos. Está entre os chamados Profetas Menores.

Ageu, seu escritor, foi um profeta hebreu e contemporâneo de Esdras e Neemias. A sua mensagem foi de exortação e motivação a respeito da restauração de Jerusalém e seu Templo. Possui quatro mensagens principais de YHVH para os judeus que retornaram do exílio em Babilónia. São fortes repreensões devido ao desleixo na reconstrução do Templo.

Escrito por volta do ano 520 a.C., cerca de 17 anos depois do retorno dos judeus do exílio, quando ainda não se completara a construção do Templo. O profeta Ageu, indicava que o povo estava mais preocupado com as próprias vidas e casas, esquecendo do principal - a casa de Deus . Este livro frisa a importância nas obras de Deus e que Ele deve estar sempre em primeiro lugar, na vida e nas obras dos crentes.

O Autor pode ser chamado " O Profeta do templo", que provavelmente nasceu durante os setenta anos de exílio na Babilônia. Deve ter regressado a Jerusalém com Zorobabel.

As quatro mensagens livro de Ageu:

Primeira mensagem: Para os que moram em grandes casas, ao passo que o Templo se encontrava em ruínas. 1:1-15.

Segunda mensagem: Proclamando que YHVH encheria a sua casa de glória. 2:1-9.

Terceira Mensagem: Revelando e denunciando que o abandono da reconstrução do templo tornou a todos impuros perante Deus. 2:10-19.

Quarta mensagem: De Deus a Zorobabel, dizendo que faria tremer os céus e a terra. 2:20-23

Deus anunciou ao profeta Zacarias, que foi um contemporâneo de Ageu, que Zorobabel acabaria o templo “Zorobabel tem fundado esta casa, também as suas mãos o acabarão Zacarias 4:9


I I. O autor e a data

A. O autor: Ageu

Ageu, cujo nome significa “Festivo”, foi um dos profetas pós-exílio, um contemporâneo de Zacarias. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus, ele foi o mensageiro do Senhor, com a mensagem do Senhor, levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus.

B. A Data: Cerca de 520 aC

O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses, durante o segundo reinado do rei Dario, que governou a Pérsia de 522 a 486 aC, Isso localiza Ageu na história em 520 aC.


I I I. O contexto histórico e o conteúdo

A. Contexto histórico:

Ageu em 520 aC, juntou os exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC, para reconstruir o templo do Senhor. Eles haviam começado bem, construindo um altar e oferecendo sacrifícios, estabelecendo, então, o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. Todavia a construção cessou quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores. Mas, através do ministério de Ageu e o de Zacarias Deus fez com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC

B. O Conteúdo do livro

O livro de Ageu trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos, em particular os crentes, oferecendo soluções inspiradores.


Primeiro problema:

O desinteresse do povo 1.1-15. Para despertá-los da sua atitude de indiferença, Deus falou duas vezes ao povo.


1. Eles precisam de perceber que estão infrutíferos

Ver 1.5-6, estão infrutíferos pois tinham abandonado a Casa de Deus, estando unicamente interessados em suas próprias casas 1.7-9. Todo o esforço que faziam para construir seu próprio reino nunca iriam produzir resultados permanentes.


2. Depois precisam de compreender este problema

Ao compreender o problema e mudar de atitude, procurando glorificar a Deus, em primeiro lugar, Deus se agradará deles e das suas ofertas para a casa de Deus 1.8


Segundo problema:

É o desencorajamento 2.1-9. Ageu levou uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento do povo. A solução para este problema tem duas partes:


1. É urgente e imediato que o povo comece o trabalho

É urgente, ao povo esforçar-se e trabalhar 2.4. É o que Deus lhes pede de imediato.


2. Eles devem saber que estão a construir para o futuro

Esta solução é que lhes dá a chave para combater o mal, ou seja os construtores sabem que eles estão construindo para o futuro, para o dia em que Deus encher essa Casa com uma glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão 2.9.

Deus os incita a trabalhar levantando os seus olhos para o futuro, para o final do Templo. Se eles ficassem a olhar para as ruínas, ou somente para os alicerces eram capaz de desanimar, perder a coragem, por isso Deus levanta-lhes os olhos para o final quando o Templo estiver acabado em toda a sua Glória.


Terceiro problema:

1. O povo espera que por uma imediata solução  2.10-23

Agora que o povo está trabalhando, eles esperam que haja uma imediata solução de uma situação que é o resulado de muitos os anos vividos no pecado e na negligência. E isto não é possível. Por isso, o profeta pergunta aos sacerdotes qual é a influência das coisas imundas sobre as coisas limpas. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa, enquanto a santidade não é. 2.12-13

A aplicação é óbvia: "Eles não podem esperar que um trabalho de três meses desfaça num instante a negligência de dezasseis anos".

2. Uma mensagem que foi uma surpresa para o povo

Mas a palavra do Senhor ao povo, dada a seguir, é uma surpresa:

“Mas desde este dia vos abençoarei” 2.19.

O povo precisava de saber que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas com um pagamento, mas que são dádivas graciosas de um Deus doador. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de selar 2.23, isto é, Zorobabel representa a natureza do servo mais importante, Filho de Zorababel, o Senhor Jesus. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos Mateus 1; Lucas, indicando que a benção final, a maior delas, é uma Pessoa,o seu Filho Jesus Cristo.



I V. Cristo encontra-se revelado                                                                                                


Duas referências a Cristo no Livro de Ageu são destacadas:


A. A primeira é 2.6-9

Que começa explicando que o que Deus irá fazer com o novo templo ganhará um dia uma atenção internacional. Após um transtorno entre os povos da terra, as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. A presença Dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia, para que somente a glória de Cristo permaneça. Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz, uma vez que o próprio resplandecente Príncipe da Paz estará lá.

B. A segunda referência è à vinda do Messias 2.23.

O livro finaliza com uma menção de Zorobabel, que liga esse livro, perto do final do AT, ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus.


V. O Espírito Santo em acção

A. Uma bonita referência ao Espírito Santo

Vemos isto em 2.5.v 5 "segundo a palavra que concertei convosco, quando saíste do Egipto e o meu Espírito habitava no meio de vós: não temais"

Os versículos anteriores vrs 1-4 mostram o povo de Deus desencorajado, enquanto comparam o templo que eles estão, agora, construindo com o glorioso templo de Salomão, que o novo templo vai substituir.

A palavra do Senhor a eles é: v 4 “Esforça-te... E esforçai-vos.”

A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco.”

Ageu 2.5, "depois, então, explica como o Espírito Santo vai interagir com o espírito do povo, a fim de ter o trabalho concluído".

B. O v. 5 inclui estes importantes pontos:

v 5 "segundo a palavra que concertei convosco, quando saíste do Egipto e o meu Espírito habitava no meio de vós: não temais"

1. O Espírito Santo parte vital no concerto de Deus com o seu povo

“segundo a palavra que concertei convosco.”


2. O Espírito Santo é um dom constante para o povo de Deus

“E o meu Espírito habitava no meio de vós.”


C. A presença do Espírito Santo remove o medo do coração do povo.

Portanto, está dito no final do v 5: “não temais.”

No centro do concerto de Deus com seu povo, está a constante operação do Espírito Santo, operando para os libertar do medo, a fim de que eles possam mover-se corajosamente no cumprimento da comissão divina.


V. O esboço do livro

A. A primeira mensagem do Senhor

Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1.1-15

1. Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1.1-6

2. Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1.7-11

3. Os resultados de considerar vossos caminhos 1.12-15

B. A segunda mensagem do Senhor

Esforçai-vos e trabalhai 2.1-9

1. A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2.1-3

2. O Chamado para esforçar 2.4-5

3. A glória vindoura do novo templo 2.6-9

C. A terceira mensagem do Senhor

Eu vos abençoarei 2.10-23

1. Uma pergunta aos sacerdotes 2.10-19

2. Uma promessa para Zorobabel 2.20-23


O Site que eu mais utilizei para elaborar estas apresentações sobre os Profetas foi o seguinte:

Vivos! O Site da Fé Cristã  http://www.vivos.com.br/172.htm


Em baixo pode dar uma olhadela ao meu post sobre a Maçonaria: