sábado, 22 de outubro de 2011

O Livro de Jasar e Zechariah Sitchin

Josué 10:13 O sol parou, e a lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos, como está escrito no Livro de Jasar. O sol parou no meio do céu e por quase um dia inteiro não se pôs.

2 Samuel 1:18 e ordenou que se ensinasse aos homens de Judá; é o Lamento do Arco, que foi registrado no Livro de Jasar

Têm aparecido estudiosos que estão procurando base na Bíblia para fundamentar algumas das suas doutrinas e ideologias. Um deles é Zechariah Sitchin, que pretende que a Bíblia não é mais do que uma transcrição de documentos sumerianos antigos.

Zechariah Sitchin também utiliza o pseud-Jasar, um livro que pretende ser o livro de Jasar falado na Bíblia, para apoiar as suas ideias sobre Ufologia.

Pode ler mais sobre Zechariah Sitchin neste post mais abaixo na secção:

D. O Livro de Jasar e Zecharia Sitchin.

Desta forma, Zecharia Sitchin pretende que o livro de Jasar (nomeado 2 vezes na Bíblia em Josué 10:13 e I I Samuel 1:18) foi encontrado. Existem 2 ou 3 livros que andam por aí pretendendo ser o Livro de Jasar nomeado na Bíblia, incluindo o pseud-Jasar.

O livro de Jasar era um anal histórico
Este livro, o pseud –Jasar, irá ser analisado neste comentário, antes de falarmos mais um pouco sobre as ideias de Zechariah Sitchin.

Mas será que este livro o pseud-Jasar ou outros que pretendem ser o Livro de Jasar, serão mesmo o tal livro de Jasar referido na Bíblia?

Vamos ver em primeiro lugar o que era o livro de Jasar.

A. O que era o livro de Jasar citado na Bíblia?

A respeito do Livro de Jasar referido nos textos da Bíblia em cima citados, se nós fizermos uma investigação honesta e científica, vemos claramente que o livro de Jasar só poderia ter sido um anal ou relatório histórico de eventos escritos pelos hebreus e que narrava eventos muito antigos antes e depois do dilúvio.

O livro de Jasar era unicamente um documento histórico que relatava eventos históricos acontecidos durante o decorrer da história antiga. Não fazia parte da revelação de Deus, que inspirou a redação de documentos como o livro de Gênesis que mais tarde se tornaram parte do “canon divino” – a Bíblia sagrada.

O Livro de Jasar não era portanto “canon sagrado” que foi utilizado para elaborar a Bíblia a Palavra de Deus, era simplesmente um relato histórico de alguns acontecimentos.

A Bíblia, além do livro de Jasar referido em Josué 10:13 e 2 Samuel 1:18, cita outro livro como por exemplo o livro de Enoque onde vemos que uma porção do livro é citada em Judas 1:14-15.

Mas acerca do pseudo-Jasar, ou seja, do livro que pretende ser o antigo livro de Jasar mencionado na Bíblia, há muitas contradições que podemos salientar.

Mas, primeiramente, podemos perguntar: que problemas causam este livro à Revelação Bíblica?

O maior problema é dizerem que este livro perdido, mas agora encontrado, devia estar incluído na Bíblia. E se assim fosse o pseud-jasar iria colocar a Bíblia em questão, pois o livro contém muitas ideais e factos que vão contra algumas doutrinas fundamentais da Bíblia

Aliás, o autor do pseud- Jasar, pretende que o seu livro devia servir para interpretar a Bíblia, sendo esta também a opinião de Zechariah Sitchin.

B. É o pseud-Jasar um livro real ou falso?

É o pseud-Jasar real ou falso?
Mas, podemos perguntar: é o pseud-Jasar um livro real ou falso, ou seja é este livro o mesmo Livro de Jasar falado na Bíblia?

É muito compreensível que alguns pensem que é impossível que este volume poderia realmente ser o livro original de Jasar. A edição foi escrita na base de diversos trabalhos feitos por Sefer conhecido Hayasher. Há uma cópia de Sefer Hayasher - o livro do Íntegro, editado e traduzido por Seymour J. Cohen. É claramente um livro que não tem nada de história, mas um texto ético que foi escrito provavelmente no 1º século.

Na introdução ele menciona outros "Livros de Jasar", alguns que já não existem, tal como Zerahiah Ha-Yevani do 1º século. É sabido igualmente ter mencionado um escrito por Rabino Jacob ben Mier do 1º século e um pelo Rabino Jonah Ben Abraham de Gerona no século XIV.

Estou a dizer que o pseud-Jasar é uma composição feita a partir de diversos livros onde se vê claramente pelo seu conteúdo que são obras muito recentes, comparados com o livro de Jasar mencionado na Bíbia, escrito a muitos milhares de anos atrás.

Alguém que esteja familiarizado com a história antiga, sabe que o livro de Jasar relata eventos de um período de tempo muito antigo, completamente diferente aos tempos do editado pseud-Jasar, que embora citando muitas narrações bíblicas, traz muitas narrativas feitas por historiadores mais recentes e convencionais.

Vê-se claramente que o pseud-Jasar é um livro forjado e falso, pretendendo ser o antigo livro de Jasar, mas denuncia-se a si mesmo por todo o material histórico recente que contém, embora misturado com narrações bíblicas antigas.

Se ler inglês pode aceder ao site em baixo, ou então pode procurar sites na língua portuguesa que falem do Livro de Jasar e do pseud-Jasar também.

http://www.utom.org/library/books/Jasher.pdf

C. Qual é o alvo dos autores do pseud-Jasar?

Qual é o alvo do pseud-Jasar?
Mas qual é o alvo dos autores do pseud-Jasar e outros livros que pretendem ter sido uma revelação que devia estar incluída na Bíblia?

Bem, o primeiro alvo é negar o conteúdo actual das doutrinas fundamentais da Bíblia, dizendo que a Bíblia devia ser interpretada à luz deste livro perdido, mas agora encontrado.

Em segundo lugar, há estudiosos que baseiam-se no pseud-Jasar para apoiarem ideias que no fundo existem para negar a veracidade de alguns acontecimentos relatados na Bíblia e da doutrina bíblica em geral.

Estas e outras ideias são extraídas de uma distorção de textos bíblicos feitas pelo livro pseud-Jasar.

O Livro de Jasar, certamente foi um livro que existiu e era um anal histórico. Mas perdeu-se no tempo, como tantos outros relatos e anais históricos.

Mas o pseud-jasar é falso. Embora pretendendo ser o livro de Jasar, denuncia-se a si mesmo pelos relatos históricos muito recentes, alguns tirados de livros conhecidos.

D. O Livro de Jasar e Zecharia Sitchin

1. A falta de credenciais de Zecharia Sitchin

A fim compreender melhor as ideias de Zecharia Sitchin, muitos peritos em questões bíblicas e científicas fizeram uma pesquisa a fundo à posição arqueológica e literária que ele reivindicou possuir e que segundo ele lhe deram uma nova compreensão e perspectiva do mundo e de Deus.

Mas ao fazerem estas pesquisas, uma das primeiras coisas que veio ao de cima era a sua falta de credenciais, em perícia ou no que diz respeito aos campos onde ele reivindicou ter adquirido tal conhecimento.

Tudo começa com a sua afirmação desproporcional e nada coerente com os factos históricos e literários, ao dizer que a Bíblia não é nada mais do que um plágio antigo do texto Sumeriano. É que além disso esta afirmação anula virtualmente o valor não só da Bíblia, mas de todas os escritos antigos que ainda restam no mundo conhecido, incluindo os escritos sumerianos, que não atestam nada disso.

Ele ao reivindicar que a Bíblia não é nada mais do que uma cópia das escrituras Sumerianas, está simplesmente a tentar estabelecer como premissa a sua pura suposição que os Nefilins são uma raça superior vinda de uma outra galáxia que usou os seus próprios genes para criar a raça humana juntanto-os ao genes do homo Erectus.

Mas esta suposição criada por Zechariah Sitchin é puramente teórica. A afirmação por Sitchin que o Nefilim eram seres extra-terrestres baseada na interpretação de uma palavra encontrada na Bíblia é fraudulenta.

Em suas palavras, Zechariah diz que: "Nefilim, o nome pelo qual aqueles seres extraordinários falados em Genesis 6:1-2, os filhos dos deuses, foram conhecidos, significa literalmente, "Aqueles que vieram dos céus".

Mas esta afirmação, não tem qualquer apoio teológico, histórico ou científico. Mas precisava de tempo para falarmos mais a fundo da verdadeira interpretação a dar a este texto bíblico. O prezado leitor pode fazê-lo utilizando alguns comentários na internet.

2. O livro de Jasar verdadeiro não apoiava o politeísmo

Pelas sondagens que fiz confirmei que Zecharia Sitchin atesta em seus livros que foi lendo o Livro de Jasar que ele tirou a ideia de que Yahewh (o Deus revelado na Bílbia) era um Deus 'sumerian'. Ele diz que Yahewh é B'nai Elohim. O Livro de Jasar é nomeado na Bíblia em duas passagens Josué 10:13 e II Samuel 10:18.

Mas claro que ele não poderia ter lido o Livro de Jasar, pois este já não existe, existem sim comentários sobre o Livro de Jasar. Ele tirou esta ideia do pseud-Jasar de que faço referência em cima, um livro que pretende ser o Livro de Jasar nomeado na Bíblia, mas como já vimos é uma compilação muito recente de alguns argumentos ufológicos misturados com alguns factos bíblicos.

Sendo um Ufologista contemporâneo, Zechariah Sitchin apresenta uma visão 'politeista' do mundo, ou seja que o mundo é governado por diversos deuses.

É por isso que utiliza muito esse texto da Bíblia em Genesis 6:2, que diz "viram os filhos dos deuses que as filhas dos homens eram formosas e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram, v4 havia naqueles dias gigantes na terra"
Há um só Deus no mundo!
Sendo este um dos textos principais da Bíblia para ele fundamentar a sua teoria, misturando ideias Ufologistas, dizendo que "os deuses vindos dos céus" um deles "Ununanki" é, segundo ele, o "Nefilim" mencionado na Bíblia, ou seja o "Yhaewh" que criou o mundo. Ele fala de outros deuses e também escreve muito sobre os gigantes na terra.

Ele liga tudo isto à Ufologia, ou seja que estes deuses são os extra-terrestes que vieram dos céus à terra e criaram a nossa raça humana, tendo isto acontecido quando os Nefilins, uma raça superior vinda de uma outra galáxia usou os seus próprios genes para criar a raça humana (o homo Sapiens) juntanto-os ao genes do homo Erectus.

Os gigantes são os 'demigods' (meios deuses) ou seja os seres que nasceram dessa união entre os deuses e os homens.

Mas, afinal, do que se pode conhecer em comentários sérios feitos sobre o livro de Jasar falado na Bíblia, é que este não tem nada a haver com o pseud- jasar, e não defendia de maneira nenhuma o politeísmo, como pretende Zecharia Sitchin. Nem faz também qualquer referência à Ufologia, ou seja, não fala de seres que vieram de outros planetas para viver no nosso planeta.

Isto veio tudo da imaginação de Zecharia Sitchin que manipulou tudo e mais alguma coisa de uma forma muito engenhosa para chegar às suas conclusões e enganar muitas pessoas.

Logo vemos por aqui que, pelo que se conhece do verdadeiro Livro de Jasar, este não apoiava de maneira nenhuma uma teoria politeista do mundo, mas falava sim de um único Deus. Aliás, toda Bíblia revela que há só um Deus e não vários deuses como defende Zecharia Sitchin. O Livro de Jasar não dizia nada sobre Ufologia também.

Pode ler acerca do politeísmo e outras ideias sobre o mundo, no meu blog no post a Ideia de Deus e o Mundo.

http://religiao-filosofia.blogspot.com/2007/06/deus-e-mundo-9.html

E se quiser saber sobre a Ideia de Deus e o Homem, clique no meu post em baixo:

http://religiao-filosofia.blogspot.com/2007/06/deus-e-homem-10.html

3. Sobre Nabiru, Anunnaky e outras ideias

Eu não tenho nada contra Zecharia Sitchin, ele até era um homem simpático, ele morreu em 2010, mas tudo indica claramente que ele estava errado e que por qualquer razão manipulou documentos antigos e a própria Bíblia para criar as suas ideias acerca do seguinte:

Primeiro acerca de Nabiru e os 12 planetas

Sobre o que ele diz de Nabiru o planeta X e dos 12 planetas que rodeiam o nossos sistema solar, isto não tem nenhuma base bíblica, literária ou científica. Os documentos cuneiformes que ele utiliza não dizem nada disto. Não há nenhum prova científica que existe um planeta X, ou que autentique a teoria dos 12 planetas de Zacariah Sitchin.

Segundo acerca de Anunnaki

Sobre Anunnaky, se souberem inglês podem ler em baixo e verificar que os textos cuneiformes não apoiam a teoria de Zecharia Sitchin, pois não dizem nada sobre Anunnaki, ou que este ser ou deus habitou no planeta Naribu etc etc

http://www.sitchiniswrong.com/anunnaki/anunnaki.htm

The Anunnaki

As I noted in my open letter to Zecharia Sitchin, I have challenged him and other ancient astronaut researchers to produce one line of one cuneiform text that demonstrates his ideas about the Anunnaki are really in the Sumerian texts. I want to see one line of one text that says things like the Anunnaki inhabit a planet or inhabit Nibiru, or that the term "Anunnaki" means "people of the fiery rockets, that sort of thing.

Now, I could drone on about Mr. Sitchin's bogus translations and understanding of the Anunnaki, but I thought of something much better. You don't need to take my word for any of this. The Sumerian texts are online in English translation and are searchable -- even by Sumerian word! I invite you -- no, I challenge you -- to click on the link below and watch me search the Electronic Text Corpus of Sumerian Literature right before your eyes for the Sumerian word "Anunnaki." Here is a PDF file of the search results, but it's best if YOU do the search, since you will be able to click through the search results and get to English translations of the hits.

Do the search at the link below and see if what I'm saying is true. Mr. Sitchin is making it up when it comes to what he says about the Anunnaki. The evidence is waiting for you now:

http://etcsl.orinst.ox.ac.uk/

http://www.sitchiniswrong.com/index.html

Terceiro acerca de outros assuntos

O mesmo podíamos dizer dos outros assuntos que Zecharia Sitchin fala que não têm qualquer base, nem bíblica, nem científica e nem os escritos cuneiformes sumerianos falam daquilo que ele atesta.

Podem ler nos sites em baixo sobre diversos temas:

http://bibleufo.com/sitchin.htm                                                                                                                   

E. Era o livro de Jasar uma revelação divina?

Finalmente, para terminar, gostaria que ficasse bem salientado como já vimos atrás que o livro de Jasar mencionado na Bíblia não era uma revelação divina, mas sim um anal histórico. Portanto, se encontrássemos o Livro de Jasar iríamos compreender que era simplesmente um anal que relata factos históricos.

História não é revelação...
O livro de Jasar continha certamente muitos factos e nomes que foram passando de geração em geração e que Abraão e os seus descendentes devem ter guardado, como guardaram outros. Muitos desses relatos verbais ou documentos escritos chegaram às mãos de Moisés e foram certamente utilizados por Deus, quando da revelação divina feita a Moisés no Monte Sinai.

Todos os anais históricos, escritos ou verbais, de qualquer cultura antiga, que foram escritos ou simplesmente conservados verbalmente foram gradualmente passando de geração a geração, mas isto não quer dizer que tudo o que era escrito ou conservado era correcto.

Mas já não podemos dizer o mesmo da “revelação divina”, pois tudo o que foi revelado por Deus e escrito pelos profetas, viesse directamente da mente de Deus, ou Deus utilizasse anais e relatos históricos eram infalíveis.

É claro que conforme as revelações de Deus foram sendo transcritas para novos manuscritos e línguas, houve pequenas alterações, mas nada afectou o seu conteúdo fundamental. Por essa razão podemos chamar à Bíblia com toda a garantia “A Palavra de Deus”.

Aliás, o estudo da hermenêutica, que é feito de uma forma exegética e rigorosa, mostra-nos que a mensagem principal da Bíblia está intacta, apesar de milhares de anos de transcrições e traduções para novas línguas.

Repito para conlcuir: "Portanto, se encontrássemos o Livro de Jasar iríamos compreender que era simplesmente um anal que relata factos históricos e não revelação divina" 



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Bíblia, a Natureza e o Aborto

O Aborto é um tema que deve ser tratado tanto do ponto vista religioso como do ponto vista humano. Eu irei em primeiro lugar abordar esta questão de um ponto vista mais humano e depois então iremos ver o que a Bíblia diz sobre o mesmo. 

I. Tomando uma posição humana perante a questão do aborto.

Não só a Bíblia, mas a própria natureza revelam que o ser humano existe desde a sua concepção.

É por esta razão que em muitos países por disposições constitucionais, ainda é reconhecido o direito à vida do embrião desde a concepção e, por isto, proibido o aborto. 

Noutros países em que o direito jurídico do embrião é reconhecido, o Código Penal apenas afasta a ilicitude nos casos de aborto necessário — quando é a única forma de salvar a vida da mãe — ou humanitário — este se a gravidez é decorrente de estupro. Outro aspecto que tem ocasionado controvérsias em alguns sistemas jurídicos, é a legalização do aborto nos casos de anencefalia (bebês que nascem sem a correta formação do cérebro e que têm sobrevida de pequeno lapso de tempo).

O que querem que eu faça?
Eu pessoalmente penso que os direitos do ser humano devem existir desde a sua concepção e que a vida é um direito natural que devia ser defendido pelas constituições de todos os países e de uma maneira muito especial nos países de tradição cristã.
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Eu acho que não há diferença entre tirar a vida de um homem depois ou antes de nascer.

Por essa razão eu penso que do ponto vista jurídico, independentemente da sua complexidade, o aborto é um crime cometido contra os direitos humanos.

O aborto é um crime cruel, porque é praticado contra um ser tão inocente e, ao mesmo tempo, tão vulnerável que não pode queixar-se, gritar, chorar ou defender-se.

O 'grito silencioso' daquela criança em formação, não pode ser ignorado por uma mãe, por mais cruel e insensível que ela seja. Poucas mães fariam um aborto se tivessem consciência de tudo aquilo pelo qual passa o seu filho ou a sua filha ao ser abortado.

Mas a questão do aborto não é somente uma questão religiosa, na medida em que é uma questão de natureza humana.

Quase que nem precisamos fazer apelos a princípios religiosos para repudiar vivamente tanto a prática como a despenalização do aborto.

O aborto é, de maneira cientificamente indiscutível, um atentado direto à vida humana, à vida de um ser humano procriado, em gestação e indefeso.

Interrupção voluntária da gravidez?
Representa, pois, uma hipocrisia o uso da expressão "interrupção voluntária da gravidez", que só significa morte de um novo ser, como a discussão entre os patrocinadores do aborto, contra todas as conclusões da Medicina, sobre se o crime deve ser cometido com mais ou menos dias, com mais ou menos meses de gestação.

Todos os argumentos apresentados numa perspectiva humanitária e de bem social para admitir o aborto são meios de iludir gravemente a questão. Não são razões que podem justificar, como regra, a supressão, de natureza racista, que o nazismo usou para fundamentar o direito de matar velhos e doentes.

Não ignoramos nem queremos esconder os graves problemas sociais que estão na base do aborto clandestino. Para combatê-los, não é admissível mascará-los com o direito ao crime, em vez de ir às suas causas. Urge a continuação de tomada de medidas positivas de natureza humana, social e ética (planejamento familiar, apoio à mãe solteira, o desenvolvimento da instituição da adoção, o incremento de correta assistência social, atenção construtiva aos fatores de desagregação moral na família e na educação etc.).

Também é lamentável a confusão que se faz enumerando o aborto como um dos meios possíveis de limitação da natalidade. Não é. É, sim, um meio sofisticado de condenar à morte um ser inocente.

A legalização do aborto é também um dos mais graves atentados contra a mulher - pois pugna pelos seus direitos, mas é ludibriada a julgar que ela tem o direito de abortar e, desta forma, se torna um objeto da irresponsabilidade masculina e é impelida a ser autora do crime em que afinal terá a menor culpa.

Atribuir-lhe o direito de amputar o corpo é também duplamente falso: ninguém deve-se considerar com direito a cortar um braço, e o seu filho não é o seu corpo mas um novo ser com direito à vida.

A mulher não é a única culpada...
Mas gostaria de deixar bem claro que a condenação absoluta do aborto nada tem a ver com a condenação de pessoas concretas. O aborto é um crime de natureza complexa e infelizmente a mulher, muitas vezes, comete-o contra a sua própria vontade. Sem dúvidas que, em muitos casos, as pessoas envolvidas no aborto são muitas: o marido, familiares, amigos e os médicos, que pressionam a mulher para abortar.

Não é justo que por final a única criminosa seja a mulher e os outros todos escapam! Por isso, estes e outros factores de ordem social e moral, tornam a penalização do aborto algo pesado e visto de um certo prisma injusto para a mulher que o comete.

Eu acho que do ponto vista religioso, sociólogo e filosófico, embora o aborto seja um crime hediondo, pois envolve o homicídio de uma pessoa que existe no estado mais belo que se pode conhecer, a mulher que comete este crime devia receber todo o apoio social e espiritual da sociedade, mesmo que a sociedade entenda que a mulher, por questões jurídicas, deva ser julgada e punida.

Penso que a sociedade em vez de legalizar a prática do aborto, devia accionar mecanismos e criar condições estruturais para as mulheres não terem tanta a necessidade de abortar clandestinamente, mas se tal acontecer não se devia punir a mulher de tal forma, que lhe retiramos todo o apoio moral, social e psicológico que ela necessita.

Mas compreendo que para aqueles que estão envolvidos em criar legislação sobre o aborto nos países que não legalizaram o aborto, seja difícil criaram condições sociais e psicológicas para apoiar as mulheres que cometem o crime, pois de facto a mulher ao cometer o aborto está a transgredir uma lei do Estado. 

Alguns parágrafos da 2ª parte desta I. Secção Tomando uma posição humana perante a questão do aborto  foram tirado do seguinte site: 
  
http://www.defesadavida.com.br/posicaosobreaborto.htm


I I. O que a Bíblia diz sobre o aborto?

Resposta: A Bíblia nunca trata especificamente sobre a questão do aborto. No entanto, há inúmeros ensinamentos nas Escrituras que deixam muitíssimo clara qual é a visão de Deus sobre o aborto. Jeremias 1:5 nos diz que Deus nos conhece antes de nos formar no útero. Êxodo 21:22-25 dá a mesma pena a alguém que comete um homicídio e para quem causa a morte de um bebê no útero.

Isto indica claramente que Deus considera um bebê no útero como um ser humano tanto quanto um adulto.

Para o cristão, o aborto não é uma questão sobre a qual a mulher tem o direito de escolher. É uma questão de vida ou morte de um ser humano feito à imagem de Deus Gênesis 1:26-27; 9:6.

O primeiro argumento que sempre surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: “E no caso de estupro e/ou incesto?”. Por mais horrível que fosse ficar grávida como resultado de um estupro e/ou incesto, isto torna o assassinato de um bebê a resposta? Dois erros não fazem um acerto.

Não faz mal! Eu quero nascer.
A criança resultante de estupro/incesto pode ser dada para adoção por uma família amável incapaz de ter filhos por conta própria – ou a criança pode ser criada pela mãe. Mais uma vez, o bebê não deve ser punido pelos atos malignos do seu pai.

O segundo argumento que surge contra a opinião cristã sobre o aborto é: “E quando a vida da mãe está em risco?”. Honestamente, esta é a pergunta mais difícil de ser respondida quanto ao aborto.

Primeiro, vamos lembrar que esta situação é a razão por trás de menos de um décimo dos abortos realizados hoje em dia. Muito mais mulheres realizam um aborto porque elas não querem “arruinar o seu corpo” do que aquelas que realizam um aborto para salvar as suas próprias vidas.

Segundo, devemos lembrar que Deus é um Deus de milagres. Ele pode preservar as vidas de uma mãe e da sua criança, apesar de todos os indícios médicos contra isso. Porém, no fim das contas, esta questão só pode ser resolvida entre o marido, a mulher e Deus. Qualquer casal encarando esta situação extremamente difícil deve orar ao Senhor pedindo sabedoria Tiago 1:5 para saber o que Ele quer que eles façam.

94% dos abortos realizados hoje em dia são por razões diferentes da vida da mãe estar em risco. A vasta maioria das situações pode ser qualificada como “Uma mulher e/ou seu parceiro decidindo que não querem o bebê que eles conceberam”. Isto é um terrível mal. Mesmo nos outros 6%, onde há situações mais difíceis, o aborto jamais deve ser a primeira opção. A vida de um ser humano no útero é digna de todo o esforço necessário para permitir um processo de concepção completo.

A minha mãe não tem condições!?
O terceiro argumento, de natureza social é aquele que procura defender o direito das mulheres dizendo que a mulher tem o direito de amputar o corpo. Ou seja, defende que o "embrião" não é mais do que uma extensão do corpo da mulher e ela tem direito de o amputar se quiser. Este mesmo argumento continua e diz também que por razões sociais, caso a mulher não tenha condições financeiras para criar o filho, ela tem o direito de o abortar. Além de ser um argumento político que põe totalmente de parte o lado moral, religioso e jurídico da questão e é também um argumento muito egoísta.

Para aquelas que fizeram um aborto – o pecado do aborto não é menos perdoável do que qualquer outro pecado. Através da fé em Cristo, todos e quaisquer pecados podem ser perdoados João 3:16; Romanos 8:1; Colossenses 1:14. Uma mulher que fez um aborto, ou um homem que encorajou um aborto, ou mesmo um médico que realizou um – todos podem ser perdoados pela fé em Cristo.

Se é uma mãe que já praticou o aborto ou é um amigo, familiar ou médico que já encorajou ou ajudou uma mãe a fazê-lo, mas reconhece que fez mal e quer ser perdoado por Deus, pode fazer com toda a sinceridade a oração que se segue em baixo.

Uma grande parte desta I I. secção O que a Bíblia diz sobre o aborto? foi tirada do seguinte site:

http://www.gotquestions.org/portugues/aborto.html 


I I I. Gostaria de  pedir perdão a Deus?

Se cometeu este pecado, pois já cometeu um aborto ou ajudou e encorajou uma mãe a fazê-lo e gostaria de confessar os seus pecados a Deus, incluindo este pecado, eu convido-a (o) a fazer de uma forma sincera e arrependida a oração que se segue em voz alta.

Não se esqueça, esta oração deve ser feita com toda a sua sinceridade e arrependimento e pedindo a Jesus que entre agora mesmo em sua Vida.

Meu Deus e Pai

Eu reconheço que fiz mal e cometi um grande pecado, pois de facto entendo agora que cometi um crime contra a criança que abortei (ou ajudei e encorajei a mãe a abortar). Sinto-me muito triste e sinceramente arrependida (o).

Eu dou-te graças porque o Senhor Jesus pagou todos os meus pecados ao morrer na cruz por mim, incluindo este pecado também. Eu sei que o seu sangue precioso me pode purificar completamente.

Eu te peço que me perdoes todos os meus pecados, incluindo este pecado, e me dês a Vida Eterna. Entra agora na minha vida ó Deus e ajuda-me a viver completamente para ti.

Tudo isto te peço em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém


Se ainda não viu, vale a pena ver "180" movie - It's ok to kill a Baby in the womb? 



sábado, 1 de outubro de 2011

"180" movie

It's ok to kill a baby in the womb, when?

A dramatic film that documents the responses of young adults to questions about abortion by evangelist Ray Comfort, which also includes discussions on Adolf Hitler and the Holocaust in Europe, appears to be gathering enough momentum to go viral after being released online a week ago.

Prior to the video’s online release, Comfort told The Christian Post that, in the process of making the film, he asked a question that was “so powerful that it not only changed the people’s minds about abortion, and made them do a 180 (degree turn in viewpoint), but it made them do a 180 when it comes to their own eternal salvation.”

If you want to know more, please click on the site below and watch “180” movie. It has been seen by more than a half million people since was released online two weeks ago.

http://www.youtube.com/watch?v=7y2KsU_dhwI